! Seis em dez empregados 'roubam dados da empresa', diz enquete - 25/02/2009 - BBC Brasil
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25/02/2009 - 14h28

Seis em dez empregados 'roubam dados da empresa', diz enquete

Seis em cada dez pessoas furtaram dados da empresa em que trabalhavam quando deixaram o emprego no ano passado, sugere uma pesquisa realizada nos Estados Unidos. De acordo com a enquete do Instituto Ponemon, estes empregados usaram as informações para conseguir um novo emprego, abrir uma empresa própria ou por vingança.

"Eles tomam esta decisão (de furtar a informação) por medo e ansiedade", disse Mike Spinney, do Instituto Ponemon, em entrevista à BBC News.

"As pessoas estão preocupadas com o emprego e querem se garantir." "Nosso estudo demonstrou que 59% das pessoas dirão, 'eu vou levar alguma coisa de valor comigo quando eu sair'", concluiu Spinney. O Instituto Ponemon, uma empresa especializada em pesquisas nas áreas de gerenciamento e privacidade, fez sua enquete entre 945 trabalhadores que haviam sido demitidos ou pediram demissão do emprego nos últimos 12 meses.

Todos os entrevistados haviam tido acesso a informações como dados sobre clientes, listas de contato, registros de funcionários, documentos confidenciais da empresa, programas de computador e outros tipos de propriedade intelectual.

No relatório, intitulado Jobs at Risk = Data at Risk (Empregos em Risco = Dados em Risco), o Instituto demonstrou que este tipo de violação de dados privados coloca a saúde financeira da companhia em risco. Esta opinião é apoiada em parte por um outro estudo recente da empresa de segurança em informática, McAfee. Estima-se que as perdas econômicas globais por causa de roubo de dados e violação de segurança de computadores pelo crime organizado, hackers e funcionários das próprias empresas chegaram a US$ 1 trilhão no ano passado.

Kevin Rowney , do setor de prevenção de perda de dados da empresa de segurança para computadores Symantec, patrocinadora do estudo, disse em entrevista à BBC que "a propriedade intelectual de uma empresa quase valem mais do que as instalações".

O Instituto Ponemou afirmou que parte do problema é gerada pelas próprias empresas e sua atitude frouxa em relação à segurança.

Apenas 15% das companhias dos entrevistados revisavam ou auditavam os papéis ou documentos eletrônicos que os funcionários estavam levando para fora da empresa. Segundo especialistas, a maioria das violações de dados são evitáveis.

O relatório também diz que quando as empresas faziam uma revisão, ela era feita de forma ineficiente, sendo que 45% delas terminaram incompletas e outras 29% eram muito superficiais.

"Muitas empresas acham que a violação de dados é o preço que pagam por fazerem negócios", afirmou Spinney.

"Elas acham que é simplesmente algo com que têm de conviver. Nossa percepção é de que muitas companhias simplesmente desistiram, mas este estudo mostra que existem formas de prevenção." Durante a crise econômica, especialistas de segurança preveem que o número de ataques de funcionários vai aumentar. Na semana passada, a Microsoft disse à BBC News que "com a previsão de perda de 1,5 milhão de empregos apenas nos Estados Unidos, existe um risco crescente e exposição a estes ataques".

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