! Governo britânico aumenta controle sobre Lloyds - 07/03/2009 - BBC Brasil
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07/03/2009 - 15h23

Governo britânico aumenta controle sobre Lloyds

O governo britânico anunciou neste sábado que irá aumentar seu controle sobre o banco Lloyds Banking Group de 43% para 65%.

O governo afirmou que irá também assegurar cerca de ú260 bilhões (cerca de R$ 880 bilhões) em créditos podres do banco para minimizar as perdas do grupo caso a situação da economia continue a piorar.

O grupo precisou pedir ajuda do governo após incorporar o banco HBOS, que recentemente reportou perdas anuais de quase ú10,8 bilhões.

"O governo está absolutamente impondo seu regulamento aos bancos que agora controla", disse o correspondente de negócios da BBC Joe Lynam. "Basicamente, eles vão colocar suas pessoas na administração do Lloyds Banking group e dizer que vão garantir que 28 bilhões de libras sejam separados para empréstimos", disse.

"Essa é a última jogada dos dados antes da nacionalização completa do Lloyds e do RBS." O acordo do governo com o Lloyds é similar ao firmado com os bancos Royal Bank of Scotland (RBS) e Northern Rock.

O chanceler britânico Alistair Darling disse que o acordo é um passo vital para dar aos bancos a confiança que precisam para emprestarem mais dinheiro, o que em consequência aquece a economia.

"O compromisso do Lloyds de emprestar um adicional de 14 bilhões de libras neste ano, além dos 25 bilhões prometidos pelo RBS, atinge o coração dos problemas que enfrentamos (...) ao aumentar a circulação de crédito", disse.

"Restaurar a saúde completa de nossos bancos e garantir que eles consigam apoiar famílias e negócios que merecem crédito é uma parte essencial de qualquer plano de recuperação", afirmou Darling.

O secretário do Tesouro, Stephen Timms disse que o acordo obriga legalmente o Lloyds a emprestar ú14 bilhões neste ano, das quais 11 bilhões irão para negócios e 3 bilhões para hipotecas.

Perguntado sobre especulações de que os contribuintes poderão perder até ú100 milhões com o acordo, Timms disse que "precedentes sugerem que as perdas seriam bem menores do que isso, mas, como eu já disse, nós não sabemos".

O representante do partido Conservador, de oposição, para a área das Finanças disse que o banco precisa agora ajudar a movimentar a economia para garantir que o acordo tenha valido a pena.

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