! Brown aposta em consenso para unir países do G20 - 27/03/2009 - BBC Brasil
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27/03/2009 - 15h42

Brown aposta em consenso para unir países do G20

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse acreditar que é possível chegar a um consenso para unir os países do G20 (grupo que reúne as nações mais ricas e os principais emergentes do mundo) em torno de uma solução para a crise global.

Em entrevista exclusiva ao jornalista da BBC Nick Robinson durante sua visita ao Brasil, o primeiro-ministro britânico procurou minimizar as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a crise foi causada "por gente branca, de olhos azuis".

"O presidente Lula sempre teve opiniões fortes e sempre as manifestou de forma polêmica", disse Brown, ao ser questionado sobre a afirmação de Lula. "Mas a questão é: podemos conseguir um acordo sobre as grandes mudanças (necessárias)? Eu acho que sim", afirmou.

Leia mais na BBC Brasil sobre o encontro de Brown com Lula O primeiro-ministro britânico disse que seu roteiro por três continentes nos últimos dias tem o objetivo de alcançar um consenso sobre as medidas necessárias para enfrentar a crise, combater o desemprego e retomar o crescimento.

Brown afirmou que seu trabalho ao presidir o encontro dos líderes do G20 na próxima quinta-feira, em Londres, é garantir que esse consenso seja alcançado.

"Não somente entre Europa e Estados Unidos, mas ao redor do mundo, em uma situação única, em que temos os líderes da China, da Índia, do Brasil, da Argentina, da África do Sul, todos unidos, buscando uma resposta global para um problema global", afirmou.

Brown disse que, nas últimas semanas e meses, já é possível perceber uma "convergência de opiniões" em vários aspectos, como regulação e supervisão do sistema financeira e política econômica em geral.

"Ninguém poderia imaginar uma ação coordenada, tanto em relação a taxas de juros como em relação a estímulos às economias, com nós vimos", disse.

"Temos de conseguir um acordo sobre regulação e supervisão, e somos ajudados pelo que está ocorrendo nos Estados Unidos", acrescentou. "E temos de conseguir um acordo sobre como iremos monitorar o processo de injeção de recursos nas economias."

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