! Londres reforça segurança antes do início da cúpula do G20 - 01/04/2009 - BBC Brasil
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01/04/2009 - 05h27

Londres reforça segurança antes do início da cúpula do G20

Uma grande operação de segurança foi colocada em prática nesta quarta-feira em Londres em antecipação à reunião de cúpula do G20, o grupo que reúne os países ricos e os principais emergentes.

Diversas manifestações estão programadas pela cidade entre a quarta-feira e a quinta-feira, quando os líderes do G20 se reúnem na capital britânica para discutir soluções para a crise econômica mundial.

A polícia metropolitana disse esperar um nível de protestos "sem precedentes" e cancelou as folgas de todos os policiais durante os dois dias, para tentar evitar distúrbios durante a reunião.

Funcionários de instituições financeiras foram advertidos a evitar o uso de roupas formais para não atrair a atenção de manifestantes anti-capitalistas que pretendem realizar um grande protesto na City, o coração financeiro da cidade.

Também há protestos de grupos pacifistas marcados em frente à Embaixada dos Estados Unidos e na praça Trafalgar, no centro da cidade, além de manifestações de outros grupos, como ambientalistas ou anarquistas.

Na quinta-feira, espera-se que as manifestações se concentrem principalmente no leste da cidade, onde está o centro de conferência que vai abrigar a reunião de cúpula dos líderes mundiais.

A operação policial montada para estes dois dias, que recebeu o codinome Glencoe, deve ser a mais complexa e ampla em vários anos na cidade.

Além de tentar evitar que os protestos resultem em episódios de violência, a polícia terá que proteger mais de 50 delegações de alto nível que estarão presentes em Londres para a cúpula.

A maioria dos manifestantes diz esperar protestos pacíficos. Um líder do grupo anarquista G20 Meltdown, que organiza uma das principais manifestações, diz esperar uma "festa" pacífica.

Mas a polícia metropolitana diz temer que grupos mais radicais aproveitem os protestos para levar as pessoas mais exaltadas a usar a violência.

Banquete O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi um dos primeiros líderes do G20 a chegar a Londres, na noite de terça-feira. Antes da cúpula, ele se reúne em separado com o premiê britânico, Gordon Brown, com o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, e com o presidente da China, Hu Jintao.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se reúne em Paris com o presidente Nicolas Sarkozy antes de embarcar para Londres, de trem, no fim da tarde.

A abertura oficial da cúpula acontece na noite desta quarta-feira, com um banquete aos líderes do G20 com a rainha Elizabeth 2ª, no palácio de Buckingham.

As expectativas de que a cúpula possa resultar numa proposta definitiva para estimular a economia global têm sido colocadas em dúvida por conta das diferenças de posições entre os países europeus e entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha.

A Alemanha e a França, com o apoio de outros países da União Europeia e da Comissão Europeia, resistem aos pedidos dos governos britânico e americano para o aumento dos gastos públicos para estimular o crescimento, argumentando que isso levaria a dívidas insustentáveis.

Na terça-feira, a ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, disse que seu país deixaria a cúpula se suas demandas por regras mais duras de regulamentação do setor financeiro não fossem adotadas.

O G20 reúne África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia e a União Europeia.

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