! FMI prevê crise longa e com recuperação lenta - 16/04/2009 - BBC Brasil
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16/04/2009 - 14h27

FMI prevê crise longa e com recuperação lenta

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a atual recessão econômica global será ''atipicamente longa e severa'' e que o processo de recuperação será lento, segundo extratos do relatório World Economic Outlook(Perspectivas Econômicas Globais) que foram divulgados nesta quinta-feira.

A íntegra do documento será divulgada na semana que vem, dias antes da reunião de primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington. De acordo com o fundo, recessões associadas a crises financeiras, como a atual, e que atingem igualmente diferentes países simultaneamente, tendem a ser mais longas e profundas do que aquelas que atingem apenas uma região.

Apesar de destacar a gravidade da crise, o FMI avalia que investimentos em políticas fiscais eficazes, ações monetárias ''agressivas'' e medidas para resgatar a confiança nos setores financeiros poderão acelerar o processo de recuperação.

Contágios negativos O fundo também pede em seu relatório que os titulares das Finanças dos países ricos e dos mercados emergentes atuem juntos para impedir a propagação da crise. Segundo o órgão, o declínio de fluxos de capital provenientes dos países ricos para os mercados emergentes poderá gerar ''grandes contágios negativos'' para o mundo inteiro. Em outro dos capítulos do World Economic Outlookdivulgado nesta quinta, o FMI afirma que atualmente existe uma forte ligação entre o ''estresse financeiro''' nos países ricos e nos mercados emergentes e que crises tendem a ocorrer simultaneamente em ambos.

De acordo com o economista-sênior do FMI, Olivier Blanchard, os mercados de exportação das nações emergentes começarão a se recuperar na medida em que a economia dos países mais ricos comece a ser retomada.

Mas ele salientou que os fluxos de capitais para o mundo emergente tardarão a ocorrer. ''Mesmo que o sistema bancário dos países ricos esteja lentamente se recuperando, vai demorar bastante para termos um retorno do fluxo de capitais para os mercados emergentes'', afirmou Blanchard, durante uma entrevista coletiva em Washington, nesta quinta.

Em março deste ano, o fundo previu que a economia global sofreria sua primeira recessão em sessenta anos, com um declínio que oscilaria entre 0,5% e 1% neste ano.

As economias dos países ricos deverão, segundo o FMI, sofrer contração de entre 3% e 3,5% neste ano, e a dos países em desenvolvimento crescerá apenas entre 1,5% e 2,5%.

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