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29/04/2009 - 21h01

BC reduz juros para 10,25%, menor taxa desde 1999

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu, nesta quarta-feira, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 1 ponto percentual. Com isso, a taxa praticada no país passa a ser de 10,25%.

Os juros são os menores desde que a Selic foi criada, em 1999. O processo de corte começou em janeiro, em função do agravamento da crise financeira internacional e de seu impacto na economia brasileira.

"Avaliando o cenário macroeconômico e visando ampliar o processo de distensão monetária, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 10,25% a.a., sem viés, por unanimidade", diz o comunicado divulgado pelo BC na noite desta quarta-feira.

Na reunião anterior, em março, o Banco Central havia anunciado um corte de 1,5 ponto percentual nos juros - o maior corte desde 2003.

O corte de 1 ponto percentual já era esperado pelos analistas de mercado que respondem à pesquisa Focus, do Banco Central.

Leia também na BBC Brasil: Entenda o que muda com os juros mais baixos Indicadores Com a decisão, o Brasil deixa o posto de país com os maiores juros reais do mundo. De acordo com a consultoria UpTrend, a taxa (que desconta a inflação), passa a 5,8%, atrás de China (6,6%) e Hungria (6,4%).

Uma redução de 1,5 ponto, como na reunião anterior, chegou a ser considerada pelo mercado. No entanto, com a divulgação de indicadores um pouco melhores nas últimas semanas, muitos analistas mudaram suas previsões. A avaliação é de que o último trimestre de 2008 foi "muito ruim", levando o BC a anunciar um corte mais profundo na Selic. Já o atual trimestre dá sinais de melhorias "pontuais", de acordo com os economistas.

Um desses indicadores é o consumo. Em fevereiro, as vendas no varejo aumentaram 1,5% em relação a janeiro, resultado que ficou acima das expectativas do mercado.

Além disso, as medidas anunciadas recentemente pelo governo, que incluem a redução de impostos sobre carros, eletrodomésticos e eletrônicos, ainda poderão surtir efeito, segundo analistas.

Já o setor produtivo via espaço para uma redução maior nos juros, de 1,5 ponto percentual. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), "a inflação está baixa e sob controle", o que possibilitaria um corte maior.

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