! Gripe suína pode provocar prejuízo de US$ 2,2 bi ao setor de turismo, aponta estudo - 15/05/2009 - BBC Brasil
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15/05/2009 - 22h42

Gripe suína pode provocar prejuízo de US$ 2,2 bi ao setor de turismo, aponta estudo

O surto da influenza A (H1N1), mais conhecida como gripe suína, pode causar prejuízos da ordem de US$ 2,2 bilhões para o setor de turismo mundial entre este ano e 2010, afirmou, nesta sexta-feira, o economista John Walker, presidente da consultoria Oxford Economics.

As estimativas foram apresentadas durante o primeiro dia da 9ª Conferência do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês), que reuniu empresários do setor e representantes de governos de diversos países em Florianópolis, Santa Catarina. Esta é a primeira vez que o evento acontece em um país da América Latina.

Segundo Walker, os países onde o setor de turismo está sentindo de maneira mais forte o impacto do surto são o México, onde foram registrados os primeiros casos da gripe, Estados Unidos e Canadá.

Os participantes do encontro também criticaram o papel da mídia na cobertura da gripe, afirmando que muitas vezes ela foi "equivocada".
Para Jean-Claude Baumgarten, presidente do WTTC, também houve reações excessivas por parte de alguns governos, que foram ampliadas pela mídia.

"Apesar de a Organização Mundial de Saúde (OMS) não ter imposto restrições a viagens, alguns governos tomaram atitudes sem precedentes - em muitos casos baseados em incertezas, que ainda alimentam temores a respeito de viagens em geral. A população ficou com medo por causa de manchetes equivocadas na mídia, e isso também afetou a demanda por viagens e turismo", afirmou Baumgarten.

Economia
Embora o surto de gripe suína tenha dominado a primeira parte do encontro, que se encerra neste sábado, a crise econômica mundial continua sendo a maior preocupação dos empresários do setor.

Segundo dados apresentados na conferência, uma retração de apenas 3,5% na indústria do turismo poderia representar a perda de 77 milhões de empregos em todo o mundo.

Estudos apontam que, graças à crise econômica, a indústria enfrentará dois anos difíceis de recuperação.

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