! Preocupado com Doha, Amorim sugere empenho em acordos regionais - 30/07/2009 - BBC Brasil
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30/07/2009 - 18h15

Preocupado com Doha, Amorim sugere empenho em acordos regionais

Diante da demora da conclusão de um acordo no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu nesta quinta-feira "mais empenho" nas negociações comerciais entre Mercosul e União Europeia. "As incertezas em relação à Rodada Doha nos obrigam a buscar com mais empenho esse acordo a curto prazo", disse Amorim, ao lado do chanceler da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, em visita ao Brasil. Sem citar nomes, Amorim disse que "um dos atores principais ainda não deu sinais de que tenha verdadeiramente se engajado na Rodada Doha". Estados Unidos, União Europeia, Índia e Brasil são os principais negociadores. Bandeira Desde novembro passado, os países que formam o G20 financeiro vêm apontando a retomada da Rodada Doha como uma das saídas para a crise econômica mundial, mas as conversas não avançaram. As negociações estão congeladas desde julho de 2008, quando a falta de consenso entre Índia e Estados Unidos impediu a conclusão da Rodada. Havia a expectativa de que a administração Obama pudesse dar novo fôlego às negociações, mas até o momento não houve uma sinalização oficial da Casa Branca sobre o assunto. Segundo Amorim, o fato de o Brasil buscar acordos regionais ou bilaterais "não exclui" a discussão sobre Doha. "Mas é uma questão de concentração de esforços", disse o ministro. A conclusão da Rodada de comércio tem sido uma das principais bandeiras do Itamaraty. Pragmatismo Na avaliação de Amorim, a crise econômica mundial exige uma nova postura dos países. "A própria evolução do mundo e da economia mundial recomenda um certo pragmatismo e um abandono, ou pelo menos uma colocação em segundo plano do fundamentalismo, de querer tudo e não conseguir nada", disse o ministro. Os dois chanceleres disseram esperar que, com a Espanha na presidência da União Europeia, no próximo ano, o acordo com o Mercosul possa evoluir. Segundo o chanceler brasileiro, "não há nenhuma grande diferença conceitual" nas negociações comerciais entre Mercosul e União Europeia. "Diferentemente do que houve em outras tentativas de acordo, como a Alca, estamos trabalhando em um quadro consensual", disse.

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