! Dados sugerem recuperação da economia nos EUA e na Alemanha - 07/08/2009 - BBC Brasil
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07/08/2009 - 10h10

Dados sugerem recuperação da economia nos EUA e na Alemanha

Dados divulgados nesta sexta-feira indicam sinais de recuperação da economia na Alemanha e nos EUA.

Na Alemanha, as exportações subiram 7% no mês de junho, em comparação com o mês anterior - a maior alta em quase três anos - aumentando a esperança de que a maior economia da Europa esteja se recuperando.

Nos Estados Unidos, o governo anunciou que a taxa de desemprego ficou em um nível mais baixo do que o esperado, e caiu de 9,5% em junho para 9,4% em julho, a primeira queda desde abril de 2008.

A expectativa era de que a taxa subisse para 9,6%. Os dados também indicam que o corte de empregos está diminuindo no país.

A França, no entanto, anunciou que seu déficit comercial aumentou para 4 bilhões de euros (cerca de R$ 10,5 bi) em junho, em comparação com 3,17 bilhões de euros (cerca de R$ 8 bi), em maio.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou que há fortes sinais de melhoras nas perspectivas econômicas dos países do grupo.

Alemanha Segundo dados oficiais, as exportações chegaram a 67,4 bilhões de euros (cerca de R$ 177 bi). Com as importações em 56,4 bilhões de euros (cerca de R$ 148 bi), o superávit comercial foi de 11 bilhões de euros (cerca de R$ 29 bi).

A economia alemã é extremamente dependente de exportações e foi seriamente afetada pela queda no comércio mundial - as exportações haviam se contraído em 3,8% no primeiro trimestre.

O aumento das exportações renova as esperanças de uma recuperação e foi anunciado um dia depois de o ministro da Economia, Karl-Theodor Guttenberg, ter dito que a economia tinha se mantido no segundo trimestre.

"Este é um forte sinal das exportações depois das decepções que vimos anteriormente", disse o analista econômico Juergen Michels, do Citigroup. "Isso significa que a economia alemã provavelmente se estabilizou no segundo trimestre." A produção industrial cresceu por dois meses consecutivos e pesquisas sobre empresas e confiança do consumidor apontam para dias melhores, apesar de as exportações ainda estarem 20% do mesmo período, no ano anterior.

Outros analistas, no entanto, demonstraram menos otimismo. "Eu temo que seja um efeito pontual", disse Ulrike Kastens, do grupo bancário Sal Oppenheimer.

"A intensidade da recessão está diminuindo, o pior já passou no primeiro trimestre. Mas as coisas permanecem incertas", disse ele.

Decepção francesa Em contraste, o déficit comercial da França ficou acima dos 3 bilhões de euros previstos por analistas econômicos.

As exportações da Airbus, um dos principais exportadores franceses, permaneceram estáveis, mas no total as exportações caíram para 27,44 bilhões de euros (cerca de R$ 72 bi) em junho, em comparação com 27,904 bilhões de euros (cerca de R$ 73 bi) em maio.

As importações subiram para 31,449 bilhões de euros (cerca de R$ 82,6 bi) em junho, em comparação com 31,045 bilhões de euros (cerca de R$ 81,5 bi) em maio.

"As exportações caíram para um nível histórico, um sinal de que a recuperação da economia mundial está lutando para se sustentar", afirmou Alberto Balboni, economista da consultoria econômica francesa Xerfi.

"É provável que o déficit comercial cresça ainda mais até o fim do ano. Por um lado, no entanto, poderia ser uma coisa boa para a economia francesa, no sentido de que seria o resultado de uma demanda dos consumidores franceses."

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