! Remessas para América Latina devem cair 11% neste ano, diz BID - 12/08/2009 - BBC Brasil
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12/08/2009 - 17h54

Remessas para América Latina devem cair 11% neste ano, diz BID

As remessas de dinheiro enviadas aos países da América Latina e do Caribe por emigrantes devem sofrer uma queda de 11% em 2009, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O relatório - feito com base em dados levantados pelo instituto de pesquisas Inter-American Dialogue e pelo Fundo de Investimentos Multilaterais (MIF, na sigla em inglês) do BID - aponta que este declínio deverá fazer com que os países da região recebam um total de US$ 62 bilhões em remessas em 2009, um fluxo próximo ao de 2006.

Em 2008, o fluxo de remessas para os países da região foi de US$ 69,2 bilhões.

Segundo o documento, a queda no envio de remessas poderá atingir mais de 4 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe - das quais um terço se encontra no México, o país da região que mais recebe remessas de cidadãos que vivem em outros países.

O estudo mostra ainda que as nações mais dependentes de remessas - o Haiti, a Nicarágua e a República Dominicana - serão as mais afetadas pelo declínio no envio de dinheiro.

O relatório diz que entre 50 mil e 100 mil famílias nestes países serão afetadas pela queda de remessas.

Desemprego O estudo foi feito com base em uma pesquisa encomendada pelo MIF com 1.350 imigrantes latino-americanos entre março e junho, juntamente com dados de outras pesquisas e análises de estatísticas de padrões de imigração e desemprego.

O documento diz que os ''imigrantes foram severamente afetados pela crise econômica. Na verdade, eles sofreram de forma desproporcional, se comparados com outros grupos, em relação a diversos indicadores sociais''.

Nos Estados Unidos, os índices de desemprego entre latinos nascidos no exterior subiram de forma mais acentuada do que entre qualquer outra fração da população entre o quarto trimestre de 2007 e o quarto trimestre de 2008, passando de 5,1% para 8%, de acordo com o relatório.

Entre os imigrantes consultados, 33% dos brasileiros que vivem no exterior disseram trabalhar atualmente menos horas do que no passado, e 16% deles disseram ter medo de perder seus empregos.

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