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13/08/2009 - 06h40

Economia alemã cresce 2,2% no segundo trimestre

A economia da Alemanha registrou no segundo trimestre deste ano seu crescimento mais acelerado em 20 anos, segundo dados oficiais publicados nesta sexta-feira.

De acordo com as estatísticas, a economia alemã cresceu 2,2% nos três meses que se encerraram em junho, em comparação com o trimestre anterior.

"Um crescimento de trimestre-a-trimestre assim nunca foi registrado antes na Alemanha unificada", afirmou uma nota do escritório nacional de estatísticas, Destatis.

O principal motivo para o crescimento maior do que o esperado foi o bom desempenho das exportações, ajudadas pela desvalorização do euro.

Outros países europeus registraram crescimentos mais tímidos. A economia francesa cresceu 0,6% no trimestre, depois de já ter se expandido 0,2% nos primeiros três meses do ano.

A economia espanhola, que havia crescido 0,1% no trimestre anterior, registrou aumento de 0,2% no segundo período.

'Recuperação rápida' O escritório alemão de estatísticas também revisou para cima o índice de crescimento dos primeiros três meses do ano. A economia alemã cresceu 0,5%, e não 0,2%, no período.

Além das exportações, a Alemanha registrou aumento no consumo doméstico e governamental.

"A economia alemã está se recuperando rapidamente", afirma a nota da Destatis. A previsão inicial era de que a economia alemã crescesse entre 1% e 1,5%.

"O forte desempenho da economia alemã no segundo trimestre é impressionante, mas não surpreende", afirma Carsten Brzeski, analista do ING Financial Markets.

"A economia alemã se beneficia de dois fatores: a recuperação do setor de construção depois de um inverno rigoroso e a forte demanda externa por bens alemães." Apesar dos dados animadores, analistas acreditam que a economia alemã não continuará no mesmo ritmo.

"Olhando para frente, é quase desnecessário dizer que o momento de crescimento atual é pouco sustentável nos próximos meses. Com o impacto isolado do setor de construção e com a normalização das exportações, o crescimento alemão vai voltar a números mais normais", afirma Brzeski.

Para o ministro da Economia da Alemanha, Rainer Bruederle, um crescimento "bem acima de 2% é possível em 2010".
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