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15/09/2009 - 16h35

América Latina é única região cuja riqueza cresceu em 2008, diz pesquisa

A América Latina foi a única região do mundo onde houve aumento da riqueza no ano passado, segundo uma pesquisa da consultoria Boston Consulting Group (BCG) divulgada nesta terça-feira. O total da riqueza no mundo é medido pela consultoria somando todos os "ativos sob gestão" - que é o total de dinheiro administrado por grupos de investimento. Segundo a consultoria, a riqueza mundial diminuiu 11,7% - de US$ 104,7 trilhões em 2007 para US$ 92,4 trilhões em 2008. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde 2001, ano dos atentados de 11 de setembro. A pesquisa da consultoria também afirma que a Europa ultrapassou a América do Norte como região mais rica do mundo. A América do Norte perdeu 21,8% da sua riqueza em 2008. A Europa perdeu 5,8%. Já a riqueza na América Latina aumentou 3%. Milionários O número de milionários no mundo também caiu de 11 milhões para 9 milhões. A queda foi maior na América do Norte e na Europa. Ambas as regiões tinham 22% de milionários a menos em 2008 na comparação com o ano anterior. Ainda assim, os Estados Unidos são o país com o maior número de milionários do mundo: 4 milhões. A pesquisa da BCG afirma que a disparidade de renda entre os mais ricos e os não-ricos diminuiu em escala global. O número de famílias com ativos sob gestão inferior a US$ 100 mil aumentou 2% em 2008. Já o número de famílias com ativos sob gestão superior a US$ 5 milhões caiu 21,5%. Dinheiro na Suíça "Nós esperamos que a riqueza cresça a um ritmo anual de 4% do final de 2008 até 2013", afirma Peter Damisch, um dos proprietários da BCG e coautor do estudo. Ele prevê que a riqueza na região da Ásia-Pacífico, com exceção do Japão, deve crescer 9,5% por ano no mesmo período. Outro dado medido pela pesquisa é a quantidade de riqueza em centros financeiros internacionais. A Suíça continua sendo o principal destino mundial da riqueza, representando 28% do total. No entanto o dinheiro retido em centros como a Suíça diminuiu de US$ 7,3 trilhões, em 2007, para US$ 6,7 trilhões, em 2008. Segundo a BCG, esses centros financeiros estão sob pressão internacional e se tornaram menos atraentes.
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