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25/09/2009 - 21h14

Obama diz que G20 deu passo importante para recuperação global

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira, ao final da cúpula do G20, em Pittsburgh, que os líderes das principais economias do mundo deram um passo importante em direção à recuperação da crise econômica mundial.

Obama disse que os líderes concordaram em buscar uma nova regulamentação mais rígida para prevenir outra crise financeira mundial.

"Nós tomamos medidas audaciosas de maneira conjunta para forjar uma nova estrutura para um crescimento forte, sustentável e equilibrado", disse Obama ao encerrar o encontro de dois dias.

"Nós chegamos a um acordo para uma nova e rígida regulamentação financeira para garantir que alguns poucos irresponsáveis não possam mais colocar o sistema financeiro global em risco", afirmou.

Entre as regras para prevenir a repetição dos excessos que levaram à crise está a determinação de que o pagamento de salários e bônus a executivos e banqueiros esteja ligado a resultados de longo prazo.

G20 Ao final do encontro de dois dias, os chefes de Estado confirmaram que o G20 (que reúne os países mais ricos do mundo e as principais economias em expansão e do qual o Brasil faz parte) será uma instituição permanente e deverá desempenhar o papel que antes cabia ao G8 (formado pelas sete maiores economias mundiais mais a Rússia) como principal fórum de discussões da economia mundial.

"Nós designamos o G20 para ser o principal fórum para nossa cooperação econômica internacional", diz o comunicado final da cúpula.

Essa expansão dos poderes do G20 e o seu status como substituto do G8 já era esperada e era uma das bandeiras do Brasil, bem como o de outras nações emergentes, como a China e a Índia.

No entanto, segundo Stephanie Flanders, editora de economia da BBC, um anúncio formal dessa mudança só deverá ser feito em 2011, por exigência do Canadá, que preside o G8 no próximo ano.

FMI Os líderes também anunciaram um acordo para reformar a estrutura de votos dentro do Fundo Monetário Internacional (FMI), dando mais poder a países emergentes.

Pelo acordo, "pelo menos 5%" das cotas dos países ricos que já não têm o mesmo peso que tinham no passado serão transferidas para "mercados emergentes dinâmicos e países em desenvolvimento".

Em relação a um dos principais pontos da agenda do encontro, os líderes decidiram que ainda é cedo para que as políticas de estímulo adotadas por diversos países em meio à crise mundial sejam desativadas e prometeram continuar a injetar dinheiro em suas economias até que "uma recuperação duradoura esteja garantida".

Segundo Robert Peston, editor de economia da BBC, um dos principais resultados do encontro de Pittsburgh é o fato de as nações ricas terem reconhecido que não têm mais um monopólio de sabedoria sobre o que é bom para a economia global.
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