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06/10/2009 - 08h37

FMI defende reforma para elevar poder de emergentes no fundo

O diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, defendeu nesta terça-feira a proposta de elevar o poder dos países emergentes no fundo, ao declarar, na abertura da Assembleia Geral do organismo, em Istambul, na Turquia, que o mundo se encontra "em um momento de definição" para moldar a economia pós-crise.

Falando a delegados de 186 países, Strauss-Kahn reforçou a proposta de transferir pelo menos 5% do percentual de cotas da instituição dos países mais representados para as nações menos representadas até janeiro de 2011.

"Isto reforça nossa legitimidade e representa uma garantia para nossa eficácia no futuro", afirmou.

O "rebalanceamento" da economia global é, na visão do diretor-geral do FMI, um dos pontos-chave para concluir com sucesso uma estratégia de saída para a atual crise econômica e evitar outra no futuro.

Entre outras medidas, ele citou uma revisão proposta pelo G20 do mecanismo de avaliação das políticas do organismo, a criação de facilidades para melhorar o acesso de países emergentes a créditos da instituição, e a ampliação do mandato do FMI para incluir um leque mais amplo de políticas que afetam a estabilidade global.

"Estamos em um momento de definição. A história nos ensina que, quando nações do mundo se unem para enfrentar desafios comuns em um espírito de solidariedade, podemos atingir um ciclo virtuoso de paz e prosperidade, e evitar o ciclo vicioso de conflito e estagnação", argumentou Strauss-Kahn.

"Mas, enquanto falamos do futuro, a implementação de reformas passadas caminha a passos lentos - apenas 36 de necessários 111 países aprovaram legislações relacionadas à reforma de cotas e vozes de 2008. Peço aos países que avancem o mais rápido possível", afirmou.

O diretor-geral do FMI notou que a economia mundial "parece ter saído da beira do precipício" e "posto um pé na estrada da recuperação", mas ressaltou que "a crise não passou" e que a economia global "continua em uma posição precária".

"Nossas últimas projeções sugerem que a atividade econômica global vai expandir cerca de 3% em 2010, após contrair 1% em 2009. O contraste com (as estimativas de) um ano atrás é absoluto", disse.

Entretanto, ressalvou, "o desemprego em alta deve criar uma sombra duradoura", continuando a se elevar em muitos países ao longo de 2010. "Os perigos são sobretudo para os países de renda mais baixa, onde 90 milhões de pessoas já foram empurradas para abaixo da linha da pobreza extrema."
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