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27/11/2009 - 13h00

Moratória de Dubai derruba bolsas em todo o mundo

Os temores que se seguiram ao pedido de moratória feito por Dubai provocaram quedas em bolsas de valores de todo o mundo pelo segundo dia consecutivo.

Em Nova York, o índice Dow Jones iniciou suas operações nesta sexta-feira com queda de 1,97%, ou 206,09 pontos, enquanto o índice da bolsa eletrônica Nasdaq registrava recuo de 2,37%.

Seguindo a tendência, em São Paulo o índice Bovespa operava em -0,21% por volta das 12h43, hora de Brasília.

Mais cedo, os principais índices de Londres, Paris e Frankfurt abriram em baixa de mais de 1%, antes de indicarem uma leve recuperação.

Na Ásia, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 3,2%. O Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, fechou em queda de 4,8%.

Os preços do petróleo também despencaram. Nos Estados Unidos, o preço do barril de petróleo caiu 4,5% para US$ 74,5. Em Londres, o preço do petróleo do tipo Brent caiu US$ 1,26 para US$ 75,73 o barril.

Dubai World Os temores nos mercados foram detonados com a notícia, na quarta-feira, de que o conglomerado estatal Dubai World, responsável pela vasta expansão imobiliária do emirado, atrasará o pagamento de suas dívidas, avaliadas em US$ 58 bilhões - a maior parte da dívida do emirado, de US$ 80 bilhões.

O conglomerado avisou credores que suspenderia o pagamento da dívida como primeiro passo para tentar reestruturar seus negócios.

A ameaça do calote de Dubai sacudiu os mercados internacionais, que estavam ou ainda estão tentando se recuperar da crise global financeira iniciada com a crise de crédito do mercado imobiliário americano, em setembro de 2008. Os problemas de o emirado reacenderam temores de uma nova crise de crédito global - que poderia provocar uma queda na demanda global por várias commodities, entre elas o petróleo.

Dubai, um dos sete emirados que compõem os Emirados Árabes Unidos, tem menos petróleo do que seus vizinhos. O emirado se tornou um importante polo turístico e comercial com ambições internacionais.

Uma das subsidiárias da estatal Dubai World, a Nakheel, foi a construtoras de um badalado condomínio erguido sobre uma ilha artificial em forma de uma palmeira.
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