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19/01/2010 - 08h18

Japan Airlines, maior companhia aérea da Ásia, pede concordata

A Japan Airlines (JAL), a maior companhia aérea da Ásia, decidiu nesta terça-feira entrar com um pedido de concordata.

Todos os membros da direção da companhia também aprovaram um pedido de demissão coletivo.

O ministro dos Transportes do Japão, Seiji Maehara, deve anunciar formalmente as decisões em um pronunciamento ainda nesta terça-feira.

Uma organização financiada pelo Estado para recuperação de empresas também anunciou planos de injetar cerca de 300 bilhões de ienes (cerca de R$ 5,8 bilhões) na JAL.

As ações da JAL caíram para um recorde mínimo histórico, após perderem mais de 90% de seu valor desde o início do mês, deixando o valor total da companhia em cerca de R$ 265 milhões, menos do que o valor de um avião jumbo novo.

A Bolsa de Valores de Tóquio anunciou que as transações com as ações da companhia deverão ser suspensas a partir do mês que vem.

A JAL é uma das várias grandes companhias aéreas internacionais seriamente atingidas pela queda na demanda de passageiros em consequência da crise econômica mundial.

Voos normais O governo do Japão diz que os voos da JAL continuarão normalmente após a companhia começar sua restruturação.

A direção da JAL ainda não se pronunciou oficialmente.

Com dívidas de US$ 16,5 bilhões (cerca de R$ 29 bilhões), a companhia aérea deve se tornar uma das maiores empresas japonesas a pedir concordata.

Cerca de 15 mil empregados da companhia, ou um terço de sua força de trabalho, devem perder o emprego durante a restruturação, segundo o correspondente da BBC em Tóquio, Roland Buerk.

Segundo Buerk, com a restruturação a JAL deverá receber uma injeção de dinheiro público, mas muitos bancos credores da companhia terão que admitir perdas.

Apesar de a solução da concordata, apoiada pelo governo japonês, permitirá à empresa continuar operando, muitos investidores perderão seu dinheiro.
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