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26/01/2010 - 11h03

Grã-Bretanha sai da recessão com crescimento de 0,1%

A economia da Grã-Bretanha saiu da recessão registrando um crescimento de 0,1% nos últimos três meses de 2009.

Anteriormente a economia britânica tinha sofrido uma contração durante seis trimestres consecutivos, o período mais longo desde que indicadores econômicos trimestrais começaram a ser registrados, em 1955.

O último registro trimestral de 2009 foi menor do que o esperado, mas sinais de recuperação já tinham sido notados. Na semana passada, por exemplo, o índice de desemprego caiu pela primeira vez em 18 meses.

A Grã-Bretanha foi a última grande economia a registrar índices de recessão. As duas maiores economias europeias - Alemanha e França - saíram da recessão em 2009. Japão e Estados Unidos também saíram da recessão no ano passado.

Joe Grice, do Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês), afirmou que os setores de produção e serviços britânicos registraram, cada um, crescimento de 0,1% durante o trimestre.

PIB

Mas os números da ONS também mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) registrou uma queda recorde de 4,8% em 2009.

"Os números do PIB no quarto trimestre são um grande golpe para a esperança de que a economia britânica teria saído da recessão de forma mais decisiva", afirmou o analista Jonathan Loynes, da consultoria Capital Economics.

"Sem dúvida, alguns analistas vão dizer que os números estão subestimando a verdadeira força da recuperação e serão revistos com o tempo." "Isto, certamente, é possível. Mas não vai mudar o fato de que a economia ainda está operando bem abaixo dos níveis antes da recessão", acrescentou.

Caminho para recuperação O ministro britânico das Finanças, Alistair Darling, afirmou que agora tem certeza de que o país "está no caminho para a recuperação".

"Estou confiante, mas sempre continuarei cauteloso." O porta-voz da oposição para assuntos financeiros, George Osbourne, disse à BBC que a Grã-Bretanha precisa de "um novo modelo de crescimento econômico", com um governo conservador.

"Sejamos claros - este crescimento é o mais fraco que podemos ter".

Fragilidade

A recessão britânica começou no trimestre entre abril e junho de 2008 e foi a mais longa já registrada.

Durante os 18 meses de recessão, os empréstimos públicos aumentaram para cerca de 178 bilhões de libras (cerca de R$ 519 bilhões), enquanto a produção registrou queda de 6%.

Depois da divulgação dos números do PIB britânico, John Wright, presidente da Federação das Pequenas Empresas, afirmou que a recuperação ainda é "frágil".

"Para fortalecer a recuperação é importante aumentar a confiança do consumidor e a demanda, e que as taxas de juros sejam mantidas estáveis, e o investimento contínuo na economia será a chave para garantir uma recuperação sustentável", afirmou.

As primeiras estimativas sobre o desempenho econômico britânico foram feitas com cerca de apenas 40% dos dados disponíveis. Por isso o economista da consultoria Investec David Page alerta que ainda podem surgir "surpresas" nos índices econômicos da Grã-Bretanha.

 

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