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29/01/2010 - 15h38

PIB dos EUA cresce no 4º trimestre, mas termina 2009 em baixa

A economia americana cresceu a uma taxa anualizada de 5,7% no último trimestre de 2009, surpreendendo o mercado, que previa avanço de 4,6%.

Mas o PIB (Produto Interno Bruto) americano registrou contração de 2,4% no ano passado, o pior resultado desde 1946.

O ritmo de crescimento de outubro a dezembro de 2009 foi o maior dos últimos seis anos e, segundo analistas, confirma que a economia americana já superou a recessão.

No trimestre anterior, o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos havia crescido 2,2%.

Os dados sobre o quarto trimestre de 2009, divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, são uma primeira estimativa e ainda poderão ser revisados.

Uma segunda estimativa para o quarto trimestre, baseada em dados mais completos, será divulgada em 26 de fevereiro.

Dúvidas Apesar do desempenho positivo, analistas ainda colocam em dúvida a força da recuperação econômica e alertam que esse crescimento não deve ser sustentado por um longo período.

O resultado do último trimestre é atribuído em grande parte ao ritmo menor da redução de estoques.

De outubro a dezembro, as empresas reduziram seus estoques em US$ 33,5 bilhões, montante bem abaixo dos US$ 139,2 bilhões do terceiro trimestre e dos US$ 160,2 bilhões do segundo trimestre de 2009.

O cálculo do PIB americano leva em conta o valor dos bens e serviços produzidos nos Estados Unidos. Essa queda no ritmo de redução de estoques acrescentou 3,39 pontos percentuais no PIB do quarto trimestre de 2009.

Segundo economistas, porém, é pouco provável que nos próximos semestres os estoques representem uma contribuição significativa para o avanço do PIB, a não ser que as empresas decidam que é hora de recompor seus estoques.

Consumo e emprego As exportações de bens e serviços cresceram 18,1% (comparados com 17,8% no terceiro trimestre).

O investimento de empresas em equipamentos e software cresceu 13,3%, bem acima dos 1,5% do trimestre anterior.

As despesas de consumo das famílias, que respondem por grande parte do cálculo do PIB, cresceram 2% no quarto trimestre, a um ritmo bem menor do que o esperado e a uma taxa menor do que os 2,8% registrados no trimestre anterior.

Com a taxa de desemprego em torno de 10% e o mercado de trabalho ainda fraco, a expectativa dos analistas é de que os americanos vão continuar relutantes em consumir.
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