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30/01/2010 - 14h00

FMI faz apelo para que EUA endossem reforma do setor bancário

O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, fez um apelo para que os Estados Unidos se juntem a outros países para realizar uma reforma do setor bancário.

"A questão de coordenar a reforma financeira é crucial, e temo que não estejamos indo nessa direção", disse Strauss-Kahn neste sábado em Davos, na Suíça, onde ocorre o Fórum Econômico Mundial.

Ainda neste sábado, líderes políticos e banqueiros fizeram uma reunião a portas fechadas para discutir controles mais rígidos para o setor, em uma tentativa de evitar uma crise econômica como a de 2008.

Após o encontro, o congressista americano Barney Frank, que está examinando as regulamentações sobre Wall Street, disse que os banqueiros entenderam que novas regras estão prestes a serem adotadas e que qualquer um que tente se opor estará "perdendo tempo".

Concessões As declarações foram dadas depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs grande reformas para conter o tamanho dos bancos.

A reforma financeira e uma "re-adequação" dos banqueiros são temas que estão dominando Davos este ano.

As reformas propostas por Obama - que ainda precisam de aprovação no Congresso - podem significar a divisão de alguns dos grandes bancos.

Elas também incluem uma proibição a bancos de usarem seu próprio dinheiro em investimentos.

Muitos dos banqueiros presentes em Davos se opõem a essas reformas, mas houve alguns sinais de concessões.

"Estou reivindicando um fundo europeu de resgate para os bancos", disse o diretor do Deutsche Bank Josef Ackermann ao jornal britânico Financial Times. Isso permitiria que colapsos como o do banco Lehman Brothers fossem pagos "em larga escala" pelos próprios bancos.

'Mercados nervosos' Ackermann disse ainda que a recuperação econômica ainda está frágil e que os mercados financeiros "estão novamente nervosos".

O conselheiro econômico da Presidência dos Estados Unidos Lawrence Summers, que também está em Davos, classificou o atual nível de desemprego em seu país como "perturbador", e afirmou que houve uma mudança fundamental na economia americana.

As economias asiáticas também continuaram a mostrar sua força, recobrando confiança depois de ter passado 2009 em crescimento, enquanto as maiores economias ocidentais sofreram suas piores contrações desde a Segunda Guerra Mundial.

Zhu Min, vice-presidente do Banco Central da China, também apontou o dedo para os Estados Unidos por causa da dívida do governo americano.

"O motivo pelo qual temos mais reservas é que fazemos mais economias. E o motivo pelo qual fazemos mais economias é que há menos economias do outro lado. As economias estão simplesmente deslocadas", afirmou.
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