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11/03/2010 - 15h04

Apesar de queda do PIB, Brasil mantém posição no ranking de economias

O desempenho da economia brasileira em 2009, com uma queda de 0,2% no PIB, foi insuficiente para alterar a posição do país no ranking global das economias, de acordo com uma projeção feita pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU) a pedido da BBC Brasil.


A projeção indica que a economia brasileira permanece como a 9ª maior do mundo no chamado ranking do PIB por PPP (paridade de poder de compra), que leva em consideração as diferenças entre o custo de vida nos países.

Considerando-se o PIB nominal (sem descontar a inflação), o Brasil aparece como a 8ª economia do mundo, disse a EIU.

O PIB nominal brasileiro registrou uma queda de US$ 1,6 trilhão para US$ 1,5 trilhão em 2009. Mas, considerando-se o ajuste pelo poder de compra da moeda brasileira, o PIB teve um aumento de US$ 1,9 trilhão para US$ 2 trilhões.

Resultado 'positivo'

Com esse desempenho, o Brasil manteve-se no ranking atrás das economias da Grã-Bretanha e da Rússia, que estão imediatamente à sua frente, mas por uma pequena vantagem.

A Grã-Bretanha apresentou um crescimento no PIB por PPP de US$ 2,1 trilhões para US$ 2,14 trilhões em 2009, apesar de uma queda estimada em 5% no PIB nominal. Já o PIB por PPP da Rússia cresceu de US$ 2,1 trilhões para US$ 2,2 trilhões, mesmo com uma retração nominal de 7,9%.

Segundo os cálculos da EIU, o PIB brasileiro ajustado por PPP teria que ter subido 5% em 2009 para que a economia do país se igualasse às da Grã-Bretanha e da Rússia.

A organização estima que, para ultrapassar a economia britânica em 2010, o Brasil precisa ter um crescimento de 7% no PIB ajustado por PPP, e de mais de 10% para ultrapassar a Rússia.

A EIU prevê um crescimento de 7,6% no PIB brasileiro ajustado por PPP em 2010, e um crescimento nominal de 5%.

Para a analista Justine Thody, diretora regional para a América Latina da EIU, apesar da queda do PIB nominal brasileiro no ano passado, o resultado é positivo dentro do contexto da recessão global e deve aumentar a confiança na economia do país.

"Os mercados de capitais relativamente profundos do Brasil, bancos muito bem capitalizados e parceiros comerciais diversificados permitirão que o país continue a ganhar com a crescente demanda na Ásia e em outras regiões emergentes", disse Thody à BBC Brasil.

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