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26/04/2010 - 21h37

Senado dos EUA rejeita debater reforma do sistema financeiro

Os republicanos no Senado dos Estados Unidos rejeitaram, nesta segunda-feira, iniciar o debate sobre uma ampla reforma da legislação financeira do país, apoiada pelo presidente Barack Obama.

No total, 57 senadores votaram a favor da abertura do debate e 41 contra. A aprovação necessitava de 60 votos e abriria caminho para a discussão sobre a maior reforma do sistema financeiro do país desde a Grande Depressão, na década de 30.

O projeto de lei prevê a criação de uma instituição de proteção ao consumidor, a limitação do tamanho dos bancos e dos riscos que instituições financeiras podem assumir, uma maior transparência do sistema, uma maior supervisão do mercado de derivativos, um entre outras medidas.

O presidente Obama se disse decepcionado com o resultado da votação.

"Eu estou profundamente decepcionado que os senadores republicanos tenham votado para bloquear um debate público em Wall Street para começar a reforma", afirmou o presidente em um comunicado divulgado após o anúncio do resultado.

Argumentos
Os republicanos argumentam que o projeto de lei não contempla reformas suficientes para proteger os consumidores, mas os democratas afirmam que a oposição quer somente proteger Wall Street.

Aqueles que apoiam a medida afirmam que a nova legislação atingiria instituições financeiras que são "grandes demais para quebrar" e protegeria os contribuintes de pagarem futuros resgates.

Os senadores democratas devem tentar novamente impulsionar o debate sobre as reformas ainda nesta semana. Mas analistas afirmam que nenhum dos dois lados parece disposto a se comprometer com a mudança do texto do projeto.

Na semana passada, Obama afirmou que a reforma que ele está propondo para o setor financeiro dos Estados Unidos impediria que consumidores arquem com novos pacotes de resgate financeiro a bancos no futuro.

Em um discurso perto de Wall Street, o coração financeiro dos Estados Unidos, Obama pediu o apoio do setor às mudanças, que enfrentam resistência no país.

Obama ressaltou que é necessário que a recuperação da crise financeira global que já se faz sentir em Wall Street também beneficie os consumidores americanos.

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