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28/04/2010 - 20h56

Oposição aceita debater reforma financeira no Senado nos EUA

A oposição republicana no Senado dos Estados Unidos afirmou, nesta quarta-feira, que permitirá o início do debate sobre uma ampla reforma financeira no país, após ter rejeitado o início da discussão em votação no início da semana.

Os republicanos alegam que a resistência em aprovar a discussão obrigou os democratas a cederem e garantirem que emendas poderão ser feitas ao projeto, que visa a maior reforma no sistema financeiro dos EUA desde a Grande Depressão, na década de 30.

O projeto de lei prevê a criação de uma instituição de proteção ao consumidor, a limitação do tamanho dos bancos e dos riscos que instituições financeiras podem assumir, uma maior transparência do sistema, uma maior supervisão do mercado de derivativos, um entre outras medidas.

O Senado deve começar a discutir as medidas nesta quinta-feira.

Obama Após o anúncio sobre a mudança de posição dos republicanos, o presidente Barack Obama se disse "satisfeito" com a decisão.

"Estou muito satisfeito que, depois de alguns dias de atraso, parece que temos um acordo para permitir que o debate dessa questão crítica avance no Senado", afirmou o presidente.

Segundo o correspondente da BBC em Washington Steve Kingstone, republicanos e democratas ainda têm diferenças sobre a nova legislação, mas há sinais de que os políticos americanos estão avançando em um acordo para aumentar tornar mais rígido o controle dos bancos.

Argumentos Apesar de terem concordado em abrir a discussão, os republicanos argumentam que o projeto de lei não contempla reformas suficientes para proteger os consumidores, mas os democratas afirmam que a oposição quer somente proteger Wall Street.

De acordo com a correspondente em Washington Madeleine Morris, ao permitir a abertura do debate sobre a reforma no Senado, os republicanos podem afastar as acusações feitas pelos democratas de que eles seriam "muito próximos" de Wall Street.

Aqueles que apoiam a medida afirmam que a nova legislação atingiria instituições financeiras que são "grandes demais para quebrar" e protegeria os contribuintes de pagarem futuros resgates.

Na semana passada, Obama afirmou que a reforma que ele está propondo para o setor financeiro dos Estados Unidos impediria que consumidores arquem com novos pacotes de resgate financeiro a bancos no futuro.

Em um discurso perto de Wall Street, o coração financeiro dos Estados Unidos, Obama pediu o apoio do setor às mudanças, que enfrentam resistência no país.

Obama ressaltou que é necessário que a recuperação da crise financeira global que já se faz sentir em Wall Street também beneficie os consumidores americanos.
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