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25/05/2010 - 20h16

Bolsas dos EUA se recuperam após quedas em todo o mundo

O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou em baixa de 0,2% nesta terça-feira após ter sofrido queda de 3% no decorrer do dia.
O Dow Jones despencou mais de 250 pontos após a abertura do pregão e permaneceu abaixo da barreira dos 10 mil pontos pela maior parte do dia, os piores resultados do ano,
O índice recuperou-se no final do dia, finalizando em 10.043,75 unidades, após sinais vindos de Washington sugerirem que os bancos não seriam forçados a vender derivativos lucrativos como parte da reforma financeira proposta pelo governo.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de São Paulo terminou em queda de 1,22% a 59.814 pontos.

Europa
Investidores estão preocupados com a dívida europeia e temem que nem mesmo os pacotes de austeridade propostos por governos sejam capazes de reverter a crise na região ou até mesmo outra recessão global.

Os mercados europeus continuam a apresentar quedas em meio a temores sobre a saúde da economia da zona do euro.

O FTSE 100 em Londres fechou a terça-feira em queda de 2,54%. O índice perdeu mais de 10% de seu valor em pouco mais de um mês, após a maior valorização de 22 meses em abril.

O FTSE encontra-se em seu nível mais baixo desde setembro de 2009. Nesta terça-feira, o índice alemão Dax diminuiu em 2,34% e o Cac-40 francês caiu 2,9%.

Ásia
Na Ásia, as principais bolsas também sofreram fortes recuos, após a divulgação da notícia de que a Coreia do Norte estaria colocando suas forças militares em alerta para uma possível guerra com a Coreia do Sul.

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, terminou o dia com uma queda de 3,06%, enquanto o índice KOSPI, da Bolsa de Seul, registrou baixa de 2,7%.

Na Austrália, as ações da Bolsa de Sydney caíram 2,9%, enquanto em Taiwan a bolsa local perdeu 3,2%.

As tensões na península coreana vêm crescendo desde a semana passada, quando investigadores internacionais responsabilizaram a Coreia do Norte pelo afundamento de um navio sul-coreano em março, deixando 46 marinheiros mortos.

Outro fator que contribuiu para o pessimismo entre os investidores foi o resgate no fim de semana do banco espanhol Cajasur pelo Banco da Espanha - a segunda vez na história em que o banco central espanhol salvou uma instituição regional.

Segundo analistas de mercado, os investidores temem que os problemas com as dívidas dos países europeus interrompam a recuperação econômica mundial.

A possibilidade de uma guerra na península da Coreia contribuiria para agravar ainda mais os temores do mercado sobre uma nova crise financeira internacional.

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