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15/07/2010 - 05h59

Economia chinesa desacelera crescimento no 2º trimestre

A ritmo da recuperação da economia chinesa desacelerou no segundo trimestre deste ano em comparação com o ritmo do crescimento anual do trimestre anterior.

A economia cresceu 10,3% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre, o crescimento anual da economia chinesa havia sido de 11,9%.

A desaceleração foi atribuída às medidas do governo chinês para conter uma bolha de crédito e segurar a rápida valorização dos imóveis no país.

Apesar da desaceleração, o país ainda está no caminho para se tornar a segunda maior economia do planeta até o fim do ano.

Restrições

As autoridades impuseram restrições no volume de empréstimos e investimentos para conter o aumento no preço das casas e o endividamento dos bancos públicos.

Ao divulgar os números da economia, o Escritório Nacional de Estatísticas chinês destacou o resultado até o meio do ano. Nos primeiros seis meses de 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) do país chegou a US$ 2,55 trilhões, um crescimento de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A meta do governo para o ano é de 8%, mas o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o crescimento chinês alcance 10,5% em 1010. Esse nível de crescimento levaria a China a ultrapassar o Japão, atualmente a segunda maior economia do planeta após os Estados Unidos.

Em dados divulgados nesta quinta-feira, o Banco Central japonês disse esperar um crescimento de 2,6% em 2010, após quedas de 5,2% em 2009 e 1,2% em 2008. Já a China, mesmo durante a crise, nunca cresceu menos de 9% durante esse período.

Ritmo de recuperação

Analistas acompanham a evolução da economia chinesa, cuja demanda por produtos de consumo, infraestrutura e commodities afetará as vendas de empresas em todo o mundo e, por consequência, o ritmo de recuperação da economia global.

Nos primeiros seis meses do ano, o levantamento do escritório de estatísticas da China mostrou que as vendas no varejo cresceram 18,2% no país em comparação com o mesmo período no ano anterior, com destaque para as vendas de veículos (aumento de 37%) e equipamentos domésticos (29%).

No início do ano passado, o governo chinês pôs em vigor uma série de medidas para fomentar a recuperação econômica, que incluiu subsídios para equipamentos domésticos e incentivos fiscais para a compra de carros.

O porta-voz do escritório de estatísticas, Sheng Laiyun, disse que a desaceleração econômica de agora "será benéfica para a economia, porque evitará um crescimento muito rápido e o superaquecimento (econômico)".

Nos primeiros seis meses do ano, a inflação chinesa ficou em 2,6%, abaixo do teto de 3% fixado pelo governo.

Já os números da renda também demonstraram crescimento nos primeiros seis meses do ano: 7,5% entre os moradores das cidades (cerca de 9,8 mil yuans ou US$ 1.450 per capita, descontada a inflação) e 9,5% entre os moradores das áreas rurais (cerca de 3 mil yuans ou US$ 455 per capita, descontada a inflação).

 

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