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04/08/2010 - 18h23

Luta contra vazamento está perto do fim, diz Obama

Depois da divulgação de novos dados sobre o trabalho de contenção do vazamento de petróleo no Golfo do México, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira que a luta contra o problema está chegando ao fim.

Em discurso em uma organização sindical, Obama disse que foi uma "notícia muito boa" saber que a mais recente tentativa da petroleira britânica BP de vedar definitivamente o poço danificado "parecem estar funcionando".

"E o relatório divulgado hoje por nossos cientistas mostra que a vasta maioria do petróleo derramado foi dispersada ou removida da água, então a longa batalha para acabar com o vazamento e conter o petróleo está finalmente chegando ao fim", disse.

O presidente se referia às informações divulgadas nesta quarta-feira, segundo as quais cerca de 75% do petróleo derramado no Golfo do México já foi limpo ou dissipado por forças da natureza.

Os cientistas, porém, alertam que os impactos no longo prazo ainda precisam ser avaliados.

Águas profundas
No mês passado, o governo americano suspendeu a exploração de petróleo em águas profundas até 30 de novembro.

A medida foi tomada sob a alegação de que é necessário interromper essas operações até que as petroleiras implementem medidas de segurança para reduzir riscos de acidentes e estejam preparadas para conter vazamentos como o do Golfo do México.

No entanto, nesta quarta-feira, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que Obama estaria disposto a antecipar o fim da proibição caso esses pré-requisitos sejam cumpridos antes de novembro.

"Se essas condições (estabelecidas pelo governo) forem cumpridas antes do fim de novembro, certamente faremos isso", disse o porta-voz, ao ser questionado sobre a possibilidade de antecipar o fim da proibição.

Vazamento
O vazamento de petróleo no Golfo do México foi iniciado em 20 de abril, quando uma plataforma operada pela BP explodiu e afundou, em um acidente que matou 11 funcionários.

Somente no dia 15 de julho a BP conseguiu interromper o vazamento.

Ao longo desse período, calcula-se que 4,9 milhões de petróleo tenham sido despejados no oceano, fazendo deste o maior vazamento acidental da história.

A mais recente estratégia foi iniciada pela BP na noite de terça-feira e consiste em bombear uma lama de formulação especial para dentro do poço danificado, forçando o petróleo para baixo.

A empresa pretende vedar a saída do poço com cimento e abrir um poço alternativo, a cerca de 30 metros de distância.

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