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04/08/2010 - 10h38

Só 25% de petróleo vazado no Golfo ainda representa risco, diz Casa Branca

Quase três quartos do petróleo vazado do Poço Macondo, no Golfo do México, já foi limpo ou dissipado por forças da natureza, informou a conselheira de energia da Casa Branca, Carol Browner.

Em uma declaração à rede de TV americana ABC, nesta quarta-feira, Browner anunciou que apenas um quarto do petróleo vazado ainda representa algum perigo para o meio ambiente.

A maioria foi capturada, queimada ou evaporou, disse ela.

A declaração foi feita horas depois de a BP - responsável pela plataforma Deepwater Horizon, cuja explosão causou o vazamento em abril passado - ter anunciado que sua última estratégia para conter o vazamento está funcionando.

"Os cientistas nos disseram que cerca de 25% do petróleo ainda não foi capturado, evaporou ou foi dissipado pela natureza", disse Browner.

Segundo ela, um relatório que será divulgado ainda nesta quarta-feira é "animador". Mas ela afirmou que ainda é necessário limpar mais petróleo.

"Esta é uma avaliação inicial de cientistas de dentro e fora do governo. Acreditamos ser importante tornar a informação disponível ao público. É isso que faremos hoje." O jornal americano The New York Times afirma que o relatório da Direção Nacional Oceânica e Atmosférica indica que é pouco provável que o petróleo ainda presente no Golfo atinja a superfície e as praias da região no futuro.

Lama especial Horas antes, a BP afirmou que a mais recente estratégia para tentar selar o poço de Macondo definitivamente e acabar com o vazamento de petróleo no Golfo do México está funcionando.

No procedimento, uma lama de formulação especial foi bombeada para dentro do poço, forçando o petróleo para baixo.

A BP afirmou que a pressão do poço está sendo controlada pela pressão hidrostática da lama, o que era o "resultado desejado".

O poço está sendo monitorado e, se for necessário, mais lama será bombeada.

A BP começou a bombear a substância a partir de navios na superfície na terça-feira à noite, em uma tentativa de conter a pressão do óleo que está vazando para o mar.

A ideia é depois selar a saída do poço com cimento e abrir um poço alternativo, a cerca de 30 metros do poço de Macondo. Os dois poços devem se encontrar entre 11 e 15 de agosto.

O vazamento começou em abril passado, depois da explosão da plataforma de exploração Deepwater Horizon, que causou a morte de 11 pessoas.

Segundo o governo americano, o poço já havia vazado o equivalente a 4,9 milhões de barris de petróleo antes de ser tapado, no mês passado. Apenas o equivalente a 800 mil barris foram recuperados. Segundo os novos dados, o desastre ambiental do Golfo do México é o maior vazamento acidental de petróleo da história.

As informações serão cruciais para calcular o impacto ambiental do acidente, assim como as indenizações a serem pagas pela BP.

Prejuízo Na semana passada, a companhia petroleira anunciou ter tido um prejuízo de US$ 17 bilhões no segundo trimestre do ano, uma das maiores perdas da história corporativa da Grã-Bretanha.

Só para cobrir os custos relativos à operação de limpeza do Golfo do México, a empresa reservou mais de US$ 32 bilhões.
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