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11/08/2010 - 07h55

Após EUA, Grã-Bretanha também prevê recuperação mais lenta

A Grã-Bretanha revisou para baixo as previsões de crescimento da sua economia, anunciou Mervyn King, presidente do Bank of England, o Banco Central britânico, nesta quarta-feira.

Segundo King, a economia britânica terá uma recuperação "fatiada", com mudanças no ritmo de crescimento ao longo dos próximos dois anos.

De acordo com o Bank of England, a economia britânica crescerá 2,5% em 2011, menos do que os 3,4% previstos inicialmente.

Na terça-feira, o governo americano havia alertado que a economia dos Estados Unidos também se recupera mais lentamente do que o esperado.

O Banco Central britânico afimou que a falta de crédito no mercado está limitando o crescimento da economia do país. Outro problema é que a inflação se manterá mais alta do que a meta, e por mais tempo do que o previsto. A inflação britânica atingiu 3,2% em junho, acima da meta de 2%.

A revisão das previsões do Banco Central britânico aumenta o temor de que a economia do país volte a entrar em recessão.

A economia britânica, entretanto, teve uma boa notícia nesta quarta-feira. O Escritório Nacional de Estatísticas divulgou que o número de desempregados caiu em 49 mil no mês de junho, atingindo 2,46 milhões.

Esta foi a segunda queda consecutiva no número de desempregados na Grã-Bretanha, e a maior queda do tipo em três anos. O índice de desemprego na Grã-Bretanha é de 7,8%.

Estados Unidos e China
A economia americana também está se recuperando mais lentamente do que o previsto inicialmente, segundo as autoridades do país.

O Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano, anunciou na terça-feira que o ritmo de recuperação da economia dos Estados Unidos nos últimos meses provavelmente foi "mais modesto do que antecipado".

"O consumo doméstico está crescendo gradualmente, mas continua restrito pelo alto desemprego e por crescimento modesto de renda, menos riqueza doméstica e pouco crédito", afirmou o Fed em uma nota oficial.

Diante dos problemas enfrentados pela economia americana, o Fed anunciou duas medidas na terça-feira.

O Banco Central americano vai usar fundos dos seus investimentos em hipotecas para comprar dívidas de longo prazo do governo. Segundo analistas, a medida deve ajudar a reduzir o valor de hipotecas e o custo de empréstimos bancários, aumentando o volume de crédito na economia.

O Fed também decidiu manter a taxa de juros básica da economia americana entre zero e 0,25%.

Os mercados americanos reagiram bem às medidas, com o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, fechando 54 pontos em baixa, após ter chegado a uma baixa de mais de cem pontos antes do anúncio.

O diretor do Federal Reserve, Ben Bernanke, segue uma política chamada de "alívio crediário", com três pilares: aumento dos empréstimos a instituições financeiras, maior liquidez para mercados crediários e compra de papéis de longo prazo do Tesouro americano.

Na China, dados oficiais mostraram que o crescimento industrial diminuiu de ritmo em julho, sugerindo que a economia do país está se desacelerando. O governo chinês tem se esforçado para diminuir o ritmo da expansão da economia chinesa, para combater a inflação.

O crescimento chinês diminuiu de 11,9% nos primeiros três meses do ano para 10,3% no segundo trimestre.

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