UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

06/09/2010 - 18h03

Obama anuncia plano de US$ 50 bilhões para obras de infraestrutura

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira um plano para investir US$ 50 bilhões (cerca de R$ 86 bilhões) em infraestrutura, setor considerado deficiente no país.

O plano, que depende de aprovação do Congresso, inclui investimentos em estradas, ferrovias e aeroportos e tem também o objetivo de gerar empregos.

O anúncio foi feito em um momento em que crescem as preocupações sobre o ritmo lento da recuperação da economia americana.

"Nos próximos seis anos, nós vamos reconstruir 150 mil milhas (cerca de 240 mil quilômetros) de nossas estradas", disse Obama, em um discurso na cidade de Milwaukee, no Estado de Wisconsin (nordeste do país), para marcar o Dia do Trabalho, comemorado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

"Nós vamos construir e manter 4 mil milhas (aproximadamente 6,5 mil quilômetros) de ferrovias", afirmou. "Nós vamos restaurar 150 milhas (cerca de 240 quilômetros) de pistas de pouso e decolagem e avançar para um sistema de controle de tráfego aéreo de nova geração, para reduzir o tempo de viagem e os atrasos para os viajantes americanos." Empregos A alta taxa de desemprego americana, que aumentou de 9,5% para 9,6% segundo dados divulgados na última sexta-feira, é um dos principais problemas enfrentados por Obama.

"Tudo isso vai não apenas criar empregos agora, mas vai fazer com que nossa economia funcione melhor no longo prazo", disse o presidente.

"Oito milhões de americanos perderam seus empregos durante a recessão. E apesar de termos tido oito meses consecutivos de crescimento no número de vagas no setor privado, os novos empregos não estão sendo criados com rapidez suficiente." Obama afirmou que vai "continuar lutando" até que a economia se recupere e que os americanos estejam de volta ao trabalho.

Déficit O presidente disse que o plano inclui a criação de um banco de infraestrutura para financiar projetos nacionais e regionais.

Segundo ele, a proposta não vai aumentar o déficit do orçamento americano, estimado em um recorde de US$ 1,47 trilhão (cerca de R$ 2,55 trilhões) neste ano. No entanto, analistas afirmam que a aprovação do plano pelo Congresso poderá enfrentar dificuldades.

O feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos marca tradicionalmente o início da campanha para as eleições legislativas, que serão realizadas em 2 de novembro e nas quais os democratas correm o risco de perder a maioria no Congresso.

No fim de agosto, o Departamento de Comércio americano revisou para baixo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, passando dos 2,4% inicialmente estimados para uma taxa anualizada de 1,6%.

A taxa anualizada é usada para medir o PIB dos Estados Unidos e projeta qual seria a expansão em quatro trimestres consecutivos, caso o ritmo de crescimento se mantenha.
Hospedagem: UOL Host