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20/05/2009 - 21h11

Contra crise, analistas pedem investimento público em setores prejudicados

EFE
Montevidéu, 20 mai (EFE).- Economistas e analistas fiscais da América Latina e da Europa defenderam hoje políticas públicas para atender as necessidades dos setores mais prejudicados como uma ferramenta fundamental para enfrentar a crise.

A medida é uma das principais conclusões do fórum "União Europeia, América Latina e Caribe: políticas fiscais em tempos de crise", que terminou nesta quarta-feira em Montevidéu (Uruguai).

Além disso, os analistas fiscais também consideraram que os Estados deveriam empregar políticas fiscais para combater a crise, acompanhadas por estratégias monetárias que garantam o financiamento normal do sistema.

Nesse sentido, defenderam que "é necessário implementar no menor prazo possível as medidas anunciadas pelo G20 (grupo que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) para aumentar a capacidade de financiamento dos organismos multilaterais".

O fórum foi organizado pelo Ministério da Economia do Uruguai e o Ministério de Cooperação Internacional alemão junto com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (Cepal).

Segundo disse à Agência Efe o diretor da divisão de Desenvolvimento Econômico da Cepal, Osvaldo Kacef, o problema da crise para a América Latina é que "tem como um de seus efeitos a redução dos espaços para financiar medidas".

Segundo ele, "se reduz a arrecadação de impostos e se secam os canais financeiros, enquanto há necessidade de fazer políticas ativas com menos recursos".

"Está claro que é necessário garantir e avaliar a deterioração da situação dos setores mais vulneráveis. Em crise, a atividade demora a se recuperar, mas o retorno à situação social estável e à redistribuição da receita demora o dobro", lembrou Kacef.

As conclusões do encontro, que serão parte das recomendações a serem apresentadas na próxima cúpula União Europeia-América Latina e Caribe, também lembraram que os governos devem operar "sob condições de alta incerteza e alta pressão de tempo" para conter a crise.

Nesse sentido, Kacef destacou que a atuação dos governos deve ser rápida porque "quanto menor for o dano, menos repercussões sociais e políticas haverá para o futuro".

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