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26/05/2009 - 13h04

ONU prevê crescimento da economia mundial de 3% em 2010 e de 3,1% em 2011

EFE
Nações Unidas, 26 mai (EFE).- Os economistas das Nações Unidas revisaram hoje para cima suas previsões de crescimento mundial, para 3% em 2010 e 3,1% em 2011, mas alertaram sobre a fragilidade da recuperação e a desigualdade entre os países.

"A recuperação é ainda muito frágil para retomar os postos de trabalhos perdidos e fechar a profunda brecha deixada pela recessão", destacaram hoje, em um relatório, especialistas do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (Undesa, na sigla em inglês).

O órgão multilateral calcula que a economia do bloco europeu crescerá 1,8% em 2011, mas adverte que, nos próximos meses, a demanda interna continuará "contida pelos altos índices de desemprego e o baixo aumento dos salários".

O documento aponta que as economias latino-americanas se recuperaram da crise com maior firmeza que o previsto graças, em parte, à demanda por suas matérias-primas, o que permitirá um crescimento de 4% este ano e de 3,9% em 2011.

Na América Latina e no Caribe a economia brasileira registrará o maior crescimento, de 5,8%.

Os dados divulgados hoje representam uma revisão para cima em comparação com as previsões feitas em janeiro, quando a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial era de 2,4%, e marcam também um aumento de 2% frente à contração global de 2009.

Os planos de estímulo fiscal e as políticas monetárias expansivas que muitas economias realizaram nos últimos dois anos contribuíram para o crescimento positivo desde o final de 2009.

Os especialistas da ONU destacam que o "apoio sem precedentes de Governos de todo o mundo ajudaram os mercados financeiros, que foram se estabilizando de forma progressiva".

Em meados de 2010, "os riscos sistêmicos do sistema financeiro mundial foram reduzidos notavelmente e as gratificações de risco da maior parte dos mercados de crédito caíram para níveis anteriores à crise", acrescentaram os especialistas.

Outro elemento que para a ONU aponta para a débil recuperação econômica é que a maior parte das praças financeiras recuperaram metade de suas perdas, enquanto bancos e instituições financeiras conseguiram refazer seu capital.

Entre as debilidades da economia global os especialistas mencionam os mercados de crédito nos países mais desenvolvidos e o processo de redução de endividamento que segue em andamento. Além disso, os índices de desemprego seguem sendo altos e o número de pobres aumentou.

Sobre a preocupante situação financeira europeia, os economistas disseram que "as finanças públicas de Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda se deterioraram rapidamente devido à crise e às respostas políticas".

"A crise fiscal grega deixou de ser uma crise de solvência em um só país para ameaçar a zona do euro em si", acrescenta o documento. EFE
Para os analistas da ONU, "as perspectivas para a Europa já eram medíocres, mas os programas de fortalecimento econômico, embora necessários, darão lugar a quedas bruscas nas previsões de crescimento durante muitos anos".

Além disso, a ONU alerta sobre a "enorme perda de confiança" que o euro sofreu.

Quanto aos Estados Unidos, a ONU assinala que embora a economia do país tenha "saído de uma profunda recessão e reatado seu crescimento desde a segunda metade de 2009 e seu crescimento será de 2,9% em 2010, o relatório projeta uma queda de 2,5% em 2011".

Na América Latina e no Caribe o Brasil será a economia com mais força, pois deve progredir 5,8% ao ano, enquanto o México, com um aumento de 3,5% em 2010, deve voltar a situação prévia à crise em 2012.

Já na África o aumento das exportações e do preço das matérias-primas permitirá um crescimento global de 4,7% em 2010 e de 5,3% em 2011.

No caso da Ásia, a China seguirá sendo o motor do crescimento da região que prevê crescer 7,3% em 2010 e 6,9% em 2011.

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