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01/06/2009 - 16h55

Aumenta pressão na UE para mudança em ajudas agrícolas

EFE
Brno (República Tcheca), 1 jun (EFE).- Os países da União Europeia (UE) já começam a notar as pressões para fixar a direção das ajudas agrícolas a partir de 2013, tanto pelos estreitamentos orçamentários, como pelas tensões entre os que defendem e rejeitam as reduções de auxílios diretos.

Os ministros de Agricultura da UE analisam, em um conselho informal desse semestre, o futuro das subvenções da Política Agrícola Comum (PAC) após 2013 (data em que acaba o atual orçamento) e seu papel para enfrentar problemas como a crise e a instabilidade dos preços.

A República Tcheca, que preside este semestre a UE, propôs um debate sobre os pagamentos das ajudas, que serão mantidos pelas próximas presidências em reuniões similares.

A discussão será marcada pelas tensões devido ao "orçamento" da UE e aos "baixos preços" para os agricultores e criadores de gado, segundo declarou hoje a comissária europeia de Agricultura, Mariann Fischer Boel.

A PAC é a política que mais absorve orçamento comunitário - a metade - 55,8 bilhões de euros.

Fischer Boel declarou à imprensa que a situação da queda de preços em origem, em setores como o leite, vai desencadear mais tensões em muitos Estados-membros.

A comissária defendeu que é necessário manter uma PAC forte e apontou que a "crise econômica teria representado a quebra de muitas explorações agrárias caso não existissem os pagamentos diretos", uma rede de segurança segundo ela.

No entanto, de acordo com Fischer Boel, no futuro será necessário se pensar em aumentar o corte das ajudas diretas ou a "suavidade" para destinar esse dinheiro a outras políticas no campo, as de desenvolvimento rural, que são cofinanciadas pelos países-membros e têm como objetivo potencializar atividades distintas ou complementares à agricultura.

A ministra da Holanda, Gerda Verburg, e a da Alemanha, Ilse Aigner, se opuseram hoje a aumentar a "suavidade" e defenderam pagamentos diretos "fortes".

Sobre o assunto, França e Espanha lideram um grupo de países que tradicionalmente rejeitam qualquer redução das ajudas.

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