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01/06/2009 - 13h39

Superávit comercial brasileiro cai 35% em maio

EFE
Rio de Janeiro, 1 jun (EFE).- O Brasil registrou em maio superávit de US$ 2,650 bilhões em sua balança comercial, com redução de 34,9% frente ao valor registrado no mesmo mês do ano passado (US$ 4,075 bilhões), informou hoje o Governo.

O saldo credor no último mês também foi inferior (28,6%) ao de abril deste ano (US$ 3,711 bilhões), segundo números divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O superávit de maio, no entanto, foi o segundo maior do ano.

O país tinha registrado em fevereiro e março balanços positivos de US$ 1,765 bilhão e US$ 1,767 bilhão, respectivamente, e em janeiro déficit de US$ 525 milhões, naquele que foi o primeiro saldo negativo mensal em quase oito anos.

O saldo positivo de maio foi resultado de exportações de US$ 11,980 bilhões e importações de US$ 9,330 bilhões.

As exportações foram inferiores em 37,9% às do mesmo mês do ano passado (US$ 19,303 bilhões), enquanto as importações caíram 38,7% frente a maio de 2008 (US$ 15,228 bilhões).

A queda das vendas ao exterior em maio foi superior à dos meses precedentes, e por isso o resultado do mês passado interrompeu uma série de três meses (entre fevereiro e abril) de crescimento do superávit na balança comercial brasileira.

Apesar da queda de maio, o indicador acumulou nos primeiros cinco meses do ano superávit de US$ 9,370 bilhões, o que traduz aumento de 9,3% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 8,570 bilhões).

As exportações brasileiras acumuladas este ano até maio somavam US$ 55,480 bilhões, com queda de 23% frente às registradas no mesmo período do ano passado (US$ 72,051 bilhões).

As importações chegavam a US$ 46,110 bilhões, valor 27,3% menor que o dos cinco primeiros meses de 2008 (US$ 63,477 bilhões).

Portanto, o Brasil conseguiu manter este ano superávits em sua balança comercial porque a queda na demanda interna pela crise internacional provocou uma redução das importações superior à das exportações.

Os valores acumulados neste ano estão de acordo com as previsões de economistas de bancos privados, que esperam para 2009 um superávit comercial de US$ 20 bilhões.

Nesse caso, o saldo positivo deste ano ficaria muito abaixo do registrado em 2008 (US$ 24,735 bilhões) e não chegaria nem na metade do recorde obtido em 2007 (US$ 40,032 bilhões).

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