UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

02/06/2009 - 09h01

GM tenta acordo para vender marca Hummer e salvar 3.000 empregos

EFE
Washington, 2 jun (EFE).- A empresa automobilística General Motors (GM) informou hoje que chegou a um princípio de acordo para a venda de sua marca Hummer de veículos 4X4, um dia depois de pedir concordata.

A GM não identificou nem o preço nem o comprador potencial, mas acrescentou que a transação salvará cerca de 3.000 postos de trabalho nos Estados Unidos.

O Hummer é a versão comercial do veículo militar Humvee.


O acordo estipula que o comprador realizará um investimento significativo para financiar o futuro dos produtos Hummer, segundo a GM.

Além disso, a fábrica da GM em Shreveport, em Louisiana (EUA), continuará contratando a montagem dos modelos H3 e H3T, pelo menos durante 2010.

A General Motors declarou ontem a maior quebra industrial da história dos Estados Unidos, ao obter a permissão do Tribunal de Falências em Manhattan (Nova York) para vender seus ativos, após acumular uma dívida de US$ 172,8 bilhões.

O principal interessado nos ativos da GM é o Departamento do Tesouro dos EUA, que dará à empresa, fundada há 100 anos, bilhões de dólares para se transformar em seu principal acionista.

A General Motors passará por uma grande reestruturação e, em um prazo de 60 a 90 dias, emergirá nos Estados Unidos como uma nova companhia sustentada em suas marcas Cadillac, Chevrolet, Buick e GM.

Opel
Filial alemã da GM, a Opel recebeu a primeira ajuda financeira estatal com o primeiro lance para um empréstimo ponte no valor de 300 milhões de euros (US$ 423 milhões).

A Opel informou hoje que esta injeção financeira garante sua continuidade apesar do pedido de concordata da matriz.

O ministro de Finanças alemão, Peer Steinbrück, anunciou o pagamento à montadora do primeiro lance do empréstimo ponte - financiamento emergencial utilizado antes de uma outra transação - do Estado, cujo valor total é de 1,5 bilhão de euros (US$ 2,115 bilhões), garantido pelo Governo alemão e pelos Estados federados.

Em declarações à emissora pública de rádio "Deutschlandfunk", Steinbrück ressaltou que, ao contrário do que foi inicialmente previsto, o grupo austríaco-canadense Magna, o novo acionista majoritário da Opel, não será obrigado a participar desse financiamento para o resgate da montadora.

"Graças a um trabalho rápido e, levando em conta questões relacionadas com a concessão de ajudas estatais, fomos capazes de entregar hoje à Opel a primeira parte do empréstimo ponte aprovado pelo Estado", disse Steinbrück.

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), espera que o Governo alemão envie um relatório nos próximos dias sobre a ajuda financeira concedida à Opel, mas destacou que, a princípio, a medida não requer autorização de Bruxelas.

O porta-voz de Concorrência da UE, Jonathan Todd, declarou em entrevista coletiva que houve contatos nas últimas horas entre Berlim e a Comissão.

"Não se trata de uma notificação formal", disse Todd, lembrando que Bruxelas já autorizou a Alemanha a iniciar um esquema de empréstimos a empresas que atravessem dificuldades resultantes da crise financeira - como é o caso da Opel.

A Magna e seus sócios russos Gaz e Sberbank devem adquirir 55% da Opel, enquanto a General Motors manterá outros 35%. Os 10% restantes ficariam nas mãos dos funcionários, segundo o que foi acordado no final de semana passado com o Governo alemão.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host