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10/06/2009 - 13h33

Vivo anuncia ampliação da cobertura de internet 3G no Brasil

EFE
(Atualiza com declarações do presidente da companhia)
São Paulo, 10 jun (EFE).- A Vivo, a maior operadora de telefonia celular do Brasil, anunciou hoje um plano de expansão da internet móvel no país, ampliando a cobertura para as cidades onde vive 85% da população brasileira.

A operadora brasileira, cujo controle é partilhado pela Telefónica e a Portugal Telecom, informou em comunicado que o plano de expansão faz parte dos investimentos de R$ 2,490 bilhões já anunciados neste ano.

Por meio do Plano Vivo Internet Brasil, a empresa pretende expandir a oferta de acesso à internet de 600 cidades, que atende atualmente, para 2.832 municípios até dezembro de 2011.

A companhia descreveu o projeto como o maior programa de expansão de cobertura de acesso móvel à internet de terceira geração (3G).

Nos próximos 18 meses, a empresa ampliará o serviço para 2.242 cidades, quase quatro vezes que há dois anos, quando assinou o primeiro contrato com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para oferecer o serviço.

O plano exigirá conectar em média quatro cidades por dia. Até dezembro, a meta é atender 1.461 cidades, nas quais vivem 75% da população brasileira.

Segundo a Vivo, que tem 54 milhões de clientes no Brasil, atualmente 732 cidades têm acesso à internet por telefonia celular.

"O plano é ambicioso e será cumprido. Nosso objetivo é ampliar rapidamente a cobertura de 3G", explicou Roberto Lima, presidente da Vivo.

Pela nota, o plano de expansão não incluirá só os grandes centros, mas também pequenos municípios, como Borá, no interior do estado de São Paulo, que tem 837 habitantes.

"Vivo estenderá a cobertura de internet móvel a pequenos municípios, alguns isolados, porque considera que a essência de seus serviços gera desenvolvimento social e econômico nessas localidades e faz com que o retorno ocorra de forma equilibrada", segundo Lima.

Durante a apresentação, o presidente da Vivo evitou pronunciar-se sobre a oferta de 6,5 bilhões de euros que a Telefónica lançou por 30% do capital que a Portugal Telecom tem na operadora brasileira, embora assegurou que as negociações entre os acionistas não afetam as operações da empresa.

"Todos os dias estamos nos jornais por questões societárias. Representamos uma empresa desejada", disse Lima, quem acrescentou: "entendemos o interesse que têm nossos sócios majoritários, mas hoje não vamos falar disso".

Na opinião de Lima, apesar de ser jovem, a Vivo é "uma das empresas mais saudáveis" e assegurou que a oferta da Telefónica demonstra que a companhia é "um ativo valioso".

"Não estamos sofrendo nenhum impacto das conversas dos acionistas porque a intenção é comprar e não vender. Nos sentimos orgulhosos de ser um ativo tão valioso", ressaltou o presidente de Vivo.

Explicou que o plano apresentado hoje é "uma demonstração fática" que as operações da companhia não estão sendo afetadas pela oferta da Telefónica e assegurou que a Vivo não intervém nas conversas porque o objetivo da companhia é concentrar-se "em atender" a seus clientes.

Pelo estudo da empresa de consultoria Teleco, citada pela Vivo, no Brasil a possibilidade de acesso à internet pela telefonia celular (12 milhões de clientes) já supera a oferecida pela telefonia fixa (11,7 milhões).

A empresa informou que cobrará pelo serviço uma tarifa mensal de R$ 59 reais por um limite de 250 MB de dados transmitidos.

Acrescentou que apesar dos esforços para tornar mais acessível, a elevada carga tributária do país, que para este serviço é de 44%, impede uma maior redução.

Por essa razão, Lima defendeu uma revisão da carga de impostos sobre a internet móvel no Brasil.

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