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10/06/2009 - 15h05

PT acusa Telefónica de "intimidação" na oferta pela Vivo

EFE
Lisboa, 10 jun (EFE).- A Portugal Telecom (PT) divulgou hoje uma nota aos acionistas na qual acusa a espanhola Telefónica de insinuações "intimidatórias" em relação à sua oferta para comprar a Vivo e advertiu de possíveis ações legais para se defender.

Quando for analisada, na assembleia de acionistas do próximo dia 30, a venda de 30% da Vivo em poder da PT para a Telefónica, "não devem ser consideradas as insinuações feitas pela Telefónica" sobre uma possível liquidação da Brasilcel e o bloqueio do pagamento de seus dividendos, adverte a empresa portuguesa.

A PT rejeita a atitude da Telefónica e ressalta que a Brasilcel, que tem 60% da Vivo e foi constituída na Holanda pelas duas empresas em 2001, é próspera, não há provas de "desacordos substanciais" entre as partes e a PT não poderia se sentir "excluída" nessa sociedade.

A Portugal Telecom acrescenta que "as insinuações da Telefónica são, por sua natureza, intimidatórias e qualquer medida resultante delas corresponderia a uma tentativa não razoável de frustrar a sociedade comum".

O conselho de administração da PT adverte aos acionistas que, em caso de a oferta pela Vivo ser rejeitada, não há garantias de que vá receber "um valor semelhante pela Vivo no futuro".

Ao mesmo tempo, a companhia explica que se a oferta for aceita, o produto da venda pode não ser distribuído entre os acionistas, nem em sua totalidade nem em parte.

O presidente da PT, Zeinal Bava, declarou na quarta-feira que espera que os acionistas rejeitem a oferta da Telefónica e considerou que o valor da Vivo "não pode ser medido apenas através de um critério meramente financeiro, mas estratégico".

O Governo socialista luso se mostrou propício à ideia de a PT não sair do Brasil, mas não revelou se recorrerá ao seu poder de veto na assembleia do dia 30.

A PT tem entre seus maiores acionistas a Telefónica (10%), o grupo financeiro português Espírito Santo (7,99%), a Brandes Investment Partners (7,89%), o banco público luso Caixa Geral de Depósitos (7,30%) e o conglomerado português Ongoing (6,74%).

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