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30/06/2009 - 12h56

PT não acha veto do Estado português aplicável à venda da Vivo

EFE
Lisboa, 30 jun (EFE).- O Conselho de Administração da Portugal Telecom (PT) considerou que a "ação de ouro" que o Estado tem na empresa não é aplicável para vetar a venda da Vivo para a Telefónica.

O presidente do órgão diretor da PT, Henrique Granadeiros, declarou hoje que o conselho "tinha a convicção de que a "ação de ouro" não era aplicável a esta matéria".

Mas a autoridade sobre isso, especificou, é do presidente da mesa da assembleia de acionistas, António Menezes Cordeiro, que decidiu admitir o uso da ação.

Menezes disse aos jornalistas que tem "a certeza absoluta de que é legal" a aplicação da ação com direitos especiais pelo Estado.

O presidente da assembleia, que também decidiu suspender os direitos de voto por conflito de interesses de 6% de ações relacionadas com a Telefónica, assegurou que tomou "todas as precauções" para garantir a validade do recurso ao veto estatal e consultou seis juristas antes da reunião.

Granadeiros, em declarações aos jornalistas após a assembleia, reconheceu que o uso da ação com direitos especiais em poder do Estado "vetou a deliberação dos acionistas".

A intervenção do Governo português cortou a venda de 30% da Vivo em poder da Portugal Telecom à espanhola Telefónica por 7,15 bilhões de euros.

A operação foi aceita na votação da assembleia por 73,9% dos acionistas da PT, mas Granadeiros disse que o Conselho de Administração "se conforma" com a rejeição.

Ele acredita que, após a assembleia de hoje, sua companhia pode continuar desenvolvendo com a Telefónica as negociações da Vivo, que ambas controlam através da Brasilcel.

Granadeiros negou, além disso, que o Conselho de Administração da PT esteja agora em questão porque o veto estatal se aplicou por decisão do presidente da assembleia.

Por sua parte, o presidente-executivo da PT, Zeinal Bava, destacou que não há nada a declarar sobre algo que depende do presidente da assembleia, mas reconheceu que "não se sabe como os mercados reagirão".

Tanto Bava como Granadeiros defenderam em seus discursos perante a assembleia a importância de a PT manter as ações da Vivo.

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