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01/07/2009 - 09h40

Presidente de Taiwan anuncia reestruturação econômica após acordo com Pequim

EFE
Taipé, 1 jul (EFE).- Taiwan planeja uma transformação radical de sua economia, em resposta à transformação da China e do mundo, após a assinatura de um acordo comercial histórico com a China, ressaltou hoje o presidente da ilha, Ma Ying-jeou.

"O Acordo Marco de Cooperação Econômica (AMCE) com a China não é uma panacéia e não podemos pôr todas nossas esperanças nele, mas é a decisão correta, no atual momento crítico", disse Ma em entrevista coletiva.

O acordo serve para reforçar a competitividade das exportações, possibilitar a integração econômica no Ásia e no Pacífico, facilitar a assinatura de acordos de livre-comércio com outros países, proteger os investimentos na China e atrair investimentos estrangeiros, acrescentou o primeiro líder.

"O AMCE é uma ajuda, mas se não temos força própria e competitividade suficiente, não poderemos avançar", disse Ma, que assinalou que após o acordo a ilha pode aproveitar melhor sua privilegiada posição geográfica e seu poderio tecnológico e manufatureiro.

É imperativa a transformação industrial, a atração de investimentos estrangeiros e a proteção e salto de qualidade nas indústrias afetadas pelo pacto comercial com a China, explicou o presidente Ma, que quer transformar a ilha em um centro de inovação e em sede regional de empresas internacionais.

A inovação é o ponto chave da estratégia econômica do Governo para enfrentar tanto a funda transformação da economia chinesa como os efeitos negativos da abertura comercial ao gigante chinês, disse Ma.

O acordo econômico com a China, chamado Acordo Marco de Cooperação Econômica (AMCE), não é só uma ajuda, mas também um desafio para um salto de qualidade necessário para manter a competitividade, em resposta à transformação da economia chinesa e mundial.

A China já não é o paraíso dos salários baixos e a fábrica mundial de produtos de baixa tecnologia. O gigante asiático já concorre com muitas indústrias taiuanesas e em breve fará o mesmo com as de alta tecnologia.

As empresas da ilhas não têm mais remédio que dar um salto de qualidade, criar suas próprias marcas e reorientar sua estratégia de manufatura na China para a exportação para outra dirigida ao mercado interno chinês.

As empresas taiuanesas tradicionais que emigraram à China para diminuir os custos e agora se transferem para o Sudeste Asiático, perante a alta de salários e custos na China, só sobreviverão se transformando.

O Governo taiuanês lançou um Ata de Inovação Industrial para transformar estas indústrias e encorajou os investidores ilhéus na China a não depender tanto dos baixos custos salariais e a orientar-se mais para o mercado interno chinês.

A ilha também procura dar um salto da fabricação para empresas internacionais à criação de marcas próprias, aproveitando, por um lado, sua experiência manufatureira e de desenho e, por outro lado, a ampliação da demanda na China e outros mercados emergentes.

Taiwan quer ter mais marcas mundiais além das atuais Acer, TrendMicro, HTC, Asus, Hong Hai, Master Kang, Uni-presidente e Giant, entre outras.

Após a assinatura do acordo comercial e de proteção de direitos de propriedade intelectual com a China, Taiwan quer carimbar um pacto para proteger os mais de US$ 150 bilhões investidos por seus empresários na China.

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