UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

04/08/2009 - 18h50

EUA vislumbram fim da luta contra vazamento no Golfo do México

EFE
Washington, 4 ago (EFE).- O Governo dos Estados Unidos afirmou hoje que 75% do petróleo que vazou no Golfo do México está neutralizado e expressou sua confiança no sucesso da vedação do poço danificado da BP, no que seria o começo do fim do maior desastre ambiental do país.

Pouco depois de a BP anunciar o sucesso de sua última operação de contenção do vazamento, que começou na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que a luta para combater o derramamento "finalmente está chegando ao seu fim".

Em discurso durante uma reunião da federação sindical americana AFL-CIO, o presidente elogiou os esforços para deter a maré negra que "virou de cabeça para baixo" a vida de milhares de pessoas.

"Vamos garantir que os afetados (pelo vazamento) serão compensados economicamente e vamos estar ao lado do povo da região durante o tempo necessário", disse.

A informação de que quase 75% dos 4,9 milhões de barris de petróleo derramados no oceano desde abril foram recolhidos, queimados, evaporaram ou decompostos por processos naturais está em um relatório apresentado hoje pela assessora de energia da Casa Branca, Carol Browner.

Do petróleo neutralizado, a assessora comunicou que 26% do total derramado que ainda flutua de maneira residual em pequenas partículas no oceano. A isso é preciso somar a quarta parte do total que, segundo o relatório, ainda está nas águas do Golfo.

As partículas residuais, no entanto, "tendem a se dispersar naturalmente", disse em entrevista coletiva Jane Lubchenco, subsecretária de Comércio para os Oceanos e a Atmosfera.

Estes dados reforçam o otimismo que reinava hoje na BP e entre as equipes de engenheiros que trabalham no Golfo, as quais garantem o sucesso da operação de vedação definitiva, que consiste em empurrar o petróleo para seu local de origem por meio de uma injeção de lama pesada.

O almirante da reserva Thad Allen, responsável por coordenar a resposta do Governo americano ao vazamento, declarou em entrevista coletiva na Casa Branca que as possibilidades de conter a catástrofe "aumentaram substancialmente" nas últimas 24 horas e que sua equipe está "muito confiante" em relação ao final do vazamento.

Segundo Allen, os cientistas e engenheiros que trabalham no Golfo do México debatem agora sobre as possibilidades de vedar a lama pesada injetada com cimento, o que só acontecerá quando as condições de pressão no poço estiverem claras.

O passo seguinte, de acordo com o almirante, será completar a construção de um poço auxiliar que permitirá fechar a parte inferior do poço danificado.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, ressaltou que as tarefas de limpeza e indenização ainda têm um longo caminho à frente.

Perguntado sobre se o Governo deve um pedido de desculpas ao executivo-chefe da BP, Tony Hayward, por causa das pressões do Governo americano, Gibbs respondeu que "ninguém deve desculpas a Hayward".

O executivo-chefe da BP deixará o cargo em outubro depois de ter sido duramente criticado por sua atuação na resposta ao vazamento.

Segundo Gibbs, o fato de a resposta ter sido melhor que a esperada até o momento se deve, em parte, à pressão "constante" do Governo dos EUA sobre a BP.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host