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05/08/2009 - 08h38

Grécia recebe 2º lance de ajuda e é pressionada para acelerar reformas

EFE
Atenas, 5 ago (EFE).- A União Europeia e o Fundo Monetário Internacional ficaram satisfeitos com os esforços feitos até agora pelo Governo grego para superar a crise, e confirmaram que Atenas receberá o segundo lance da ajuda externa, apesar de alertaram ao mesmo tempo que ainda existem riscos que exigem a continuidade das reformas.

Esses são, em sínteses, os resultados apresentados hoje em Atenas do relatório da equipe de inspetores da Comissão Europeia (CE), do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), sobre os avanços da Grécia em seu plano de ajuste fiscal para sair da recessão.

Os delegados das três instituições avaliaram no terreno, em uma missão entre o dia 26 de julho e 5 de agosto, os efeitos na economia helena dos primeiros passos na aplicação do plano de austeridade de Atenas, e qualificaram os esforços como "um início convincente".

"Nossos chefes ficarão satisfeitos", disse o analista da CE Servaas Deroose em entrevista coletiva, na qual, junto de Paul Thomsen (do FMI) e Klaus Masuch (do BCE).

Os inspetores louvaram a firmeza como o Executivo colocou em prática a primeira fase das reformas exigidas para receber o pacote de ajuda trianual, no total de 110 bilhões de euros, de seus membros da zona do euro e do FMI, outorgado para evitar a quebra do país.

Por isso, disseram que está "garantido" o segundo lance da ajuda, de 9 bilhões de euros, que será desembolsado em 13 de setembro, após ter recebido em maio o primeiro de 10,5 bilhões de euros.

Mas ao mesmo tempo alertaram para os riscos e defenderam uma aceleração do plano de reformas a partir de setembro.

Especialmente destacaram a necessidade de tomar mais medidas para limitar os gastos públicos, de privatizar os setores da energia e ferrovias, e libertar as profissões de acesso limitado.

Insistiram em que ainda é necessário mais corte nos salários e pensões para reformar à previdência, uma maior eficácia no combate contra a evasão fiscal e uma limitação das despesas de hospitais e municípios.

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