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05/08/2009 - 15h54

BP finaliza fechamento de poço no Golfo do México

EFE
(Atualiza com fechamento do poço).

Washington, 5 ago (EFE).- A BP anunciou hoje que terminou de vedar seu poço danificado no Golfo do México por meio da injeção de cimento, o que deixa os Estados Unidos perto de dar ponto final ao pior desastre ambiental de sua história.

As equipes terminaram os trabalhos de fechamento por volta das 14h15 locais (17h15), cinco horas após começar a injetar cimento por meio de canos ligados a navios na superfície, confirmou a companhia em seu site.

No entanto, o almirante da reserva Thad Allen, que coordena a resposta do Governo dos EUA ao acidente, disse hoje que o fechamento "não é o fim" da catástrofe, mas um "passo chave" para garantir o fim do vazamento.

Allen deu o sinal verde à BP para a injeção de cimento na quarta-feira, horas depois que a companhia anunciou o sucesso da primeira fase da estratégia de vedação do poço, que consistia em empurrar o petróleo para o fundo do depósito com a injeção de mais de dois mil barris de lama pesada.

Os engenheiros que trabalham na contenção do vazamento defenderam iniciar a vedação do depósito sem esperar o fim dos trabalhos de escavação de um poço auxiliar, considerado essencial para solucionar o vazamento de forma definitiva.

O poço auxiliar permitirá fechar a parte inferior do poço danificado por meio de uma nova injeção de lama pesado e cimento.

Na quarta-feira, Allen disse que o Governo americano não aceitará "de nenhuma maneira" que a injeção de cimento atrase a escavação do poço auxiliar.

A concretagem do poço auxiliar, prevista para o próximo dia 15 pela BP, será o início da real última fase da operação para fechar o poço danificado, de onde 4,9 milhões de barris de petróleo vazaram desde abril, quando uma plataforma da companhia explodiu.

Segundo um relatório apresentado ontem pela assessora de energia da Casa Branca, Carol Browner, 74% do petróleo derramado no Golfo do México evaporou, foi recolhido, queimado ou decomposto por processos naturais.

No entanto, segundo Browner, as tarefas de limpeza e "a ajuda da mãe natureza" serão cruciais nos próximos meses para neutralizar o petróleo que continua no litoral e o que flutua de maneira residual em partículas microscópicas no oceano.

O presidente dos EUA, Barack Obama, assegurou na quarta-feira que a luta para conter o vazamento "finalmente está chegando ao fim".

Mais de três meses depois do acidente que produziu o vazamento e após pelo menos quatro tentativas fracassadas para deter o fluxo de petróleo, o otimismo do Governo coincide com o das equipes da BP.

No entanto, Allen disse hoje que a Administração americana "continuará com os esforços de indenização" aos afetados nos estados do sudeste do país e seguirá pressionando a BP para que assuma "toda sua responsabilidade" no desastre.

Os engenheiros responsáveis pela injeção de lama pesada ainda devem determinar se existe algum tipo de vazamento no exterior do poço principal, um processo que exige complicadas mensurações das oscilações de pressão dentro do poço danificado.

"Parece que a lama que bombeamos passou diretamente pelo poço", disse na quarta-feira Kent Wells, vice-presidente executivo da BP.

"Chegamos a um bom ponto, mas agora é preciso fazê-lo permanente", ressaltou.

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