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08/08/2009 - 11h17

Hospitais de Gaza declaram estado de emergência por falta de eletricidade

EFE
Gaza, 8 ago (EFE).- Os hospitais da cidade de Gaza declararam hoje estado de emergência por falta de eletricidade, depois de a única usina de energia elétrica da Faixa de Gaza deixar de funcionar neste sábado por falta de combustível, informaram fontes oficiais.

Os quatro hospitais da capital da Faixa receiam ter de interromper seus serviços devido aos prolongados cortes de energia elétrica, de 12 horas por dia, informou hoje o porta-voz dos serviços de emergência, Moawiya Hasanein.

Hasanein advertiu sobre um desastre humanitário como resultado do blecaute. Segundo ele, os serviços de saúde estão sofrendo séria deterioração, sobretudo as maternidades, unidades de terapia intensiva, incubadoras e atendimento de pacientes de diálises.

"O setor da saúde depende de geradores. Se cada dois de três cortar a eletricidade, embora seja durante cinco minutos, poderia causar dezenas de mortes, inclusive de crianças e pacientes em condições críticas na sala de cirurgia", disse o porta-voz, citado pela agência palestina "Maan".

A única usina elétrica de Gaza, que cobre um terço do consumo da Faixa, deixou de funcionar neste sábado, em meio a uma onda de calor na região, por falta de combustível industrial.

O fechamento da passagem fronteiriça com Israel por ocasião do dia sabático judeu agravou a carência de combustível, que tem sua origem em uma disputa administrativa entre os dois Governos palestinos paralelos: o do Hamas, na Faixa de Gaza, e o da Autoridade Nacional Palestina (ANP), do Fatah, na Cisjordânia.

Um dos lados acusa o outro de ser responsável pela situação em Gaza, que há meses só tem entre seis e 12 horas de energia por dia.

A ANP diz que o Hamas não paga a eletricidade e deixa um buraco orçamentário que depois é fechado na Cisjordânia.

O Hamas defende, pelo contrário, que enviou as faturas ao Governo de Ramala, o qual acusa de ter descumprido um compromisso de assumir o pagamento do combustível para a usina, que a União Europeia (UE) deixou de subvencionar no ano passado.

A usina já fechou momentaneamente em várias ocasiões, três somente neste ano, por escassez de combustível.

Desta vez, a atual onda de calor na Faixa de Gaza aumentou o uso de aparelhos de ar condicionado e ventiladores, minguando as já poucas reservas de energia.

A usina gera 33% da eletricidade consumida em Gaza, enquanto Israel vende 58% e o Egito, 9%.

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