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04/11/2009 - 16h37

Executivo-chefe nega que Chrysler desperdice dinheiro

EFE
Auburn Hills (EUA), 4 nov (EFE).- O executivo-chefe da Chrysler, Sergio Marchionne, disse hoje que a montadora não está "queimando" dinheiro e que no final de setembro contava com US$ 5,7 bilhões em liquidez.

Marchionne, que também dirige a Fiat, disse durante a apresentação do novo plano empresarial da montadora americana que há "muitas ideias falsas" sobre a situação financeira da Chrysler.

Segundo ele, a Chrysler teve lucro antes de impostos de perto de US$ 200 milhões no terceiro trimestre do ano e seus custos operacionais estavam dentro da margem de rentabilidade em setembro.

Perante cerca de 150 analistas financeiros e outros 50 jornalistas especializados convocados na sede da Chrysler, na cidade de Auburn Hills, Marchionne afirmou que muitos subestimaram a redução de custos fixos feita durante a concordata.

A nova direção está apresentando o plano empresarial desenhado por Marchionne para a montadora para os próximos cinco anos.

Ao início da apresentação, o presidente do Grupo Chrysler, Robert Kidder, disse que a nova equipe diretora está convencida de que os problemas que levaram a empresa à quebra podem ser resolvidos.

Kidder explicou que Marchionne e sua equipe estão "reinventando o modelo empresarial da Chrysler com uma verdadeira economia global de escala".

Marchionne deve anunciar hoje que a nova geração de veículos do Grupo Chrysler será baseada em plataformas e modelos da Fiat. O compacto 500 é um dos modelos mais esperados, dada as graves carências da montadora americana nesse segmento.

Mostra da importância dada a esse carro para seus negócios é que a Chrysler chegou a colocar hoje um modelo 500 na porta do centro onde aconteceu a apresentação de Marchionne.

Mas as novidades anunciadas hoje em Auburn Hills não foi bem recebida por todos.

Desde começo da manhã, a sede da Chrysler é sobrevoada por um pequeno avião que exibe um cartaz que diz: "Chrysler/Fiat bailout bandit" ("Chrysler/Fiat bandido do resgate financeiro").

O protesto foi organizado pela Teamsters Union, um sindicato de profissionais que se opôs às ajudas financeiras proporcionadas pelas autoridades americanas a General Motors e Chrysler para garantir sua sobrevivência.

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