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20/11/2009 - 11h02

GM tomará decisões duras para recuperar filiais europeias

EFE
Frankfurt (Alemanha), 20 nov (EFE).- O consórcio americano General Motors tomará decisões drásticas para recuperar sua filial europeia Opel, "o que afetará alguns países mais fortemente que outros".

A afirmação foi do chefe da General Motors Europa, Nick Reilly, em entrevista publicada hoje pelo jornal "Frankfurter Allgemeine Zeitung".

Explicou que "não temos necessariamente que fechar as portas, mas reduzir a capacidade. Temos de reduzir uma parte dos custos estruturais e há várias formas de fazê-lo".

"Não quero falar ainda entrar em detalhes, mas reduzir a capacidade em 20% nas dez plantas com as quais contamos, não significa necessariamente fechar duas plantas", acrescentou.

A General Motors planeja cortar em um ano entre 9 mil e 10 mil postos de trabalho dos 50 mil aproximadamente que mantém na Europa, incluindo Vauxhall.

Reilly confirmou que a GM investirá 3,5 bilhões de euros em um plano de restruturação "que acreditamos que pode funcionar", apesar de "os próximos anos serão muito duros e não só para nós. O mercado está no chão".

A GM fechou o terceiro trimestre do ano com uma perda líquida de 400 milhões de euros.

No entanto, "voltaremos aos números ruins em 2011 e alcançaremos lucros razoáveis em 2012", disse.

Nesta segunda-feira, Reilly se reunirá em Bruxelas com os ministros de Economia dos países com plantas da Opel e com os comissários da União Europeia, encontro no qual "explicarei as razões que levaram a General Motors a não vender a Opel e a nossa certeza que isto é o melhor para a empresa".

Além disso, "apresentaremos a alguns Governos as bases de nosso plano" disse Reilly, que aproveitará a ocasião para "buscar o apoio da União Europeia, com o compromisso de que cumpriremos com a normativa e as regras".

Afirmou que o plano para Opel, empresa que conta atualmente com uma liquidez segundo Reilly de 2 bilhões de euros, está sustentado nos pilares para um novo futuro.

"A saúde da empresa é só uma parte do plano que elaboramos para Opel, a outra parte é uma ação detalhada sobre produtos e investimentos", adiantou Reilly.

Reilly confirmou que o plano de saúde estará fechado neste ano e se aplicará em toda Europa na segunda metade de 2010, trabalho que ele mesmo iniciará embora não acredite que terminará, pois "a minha função acabará quando for encontrado um novo chefe, o que calculo poderia durar mais três meses".

Sobre o perfil do novo homem forte da Opel, Reilly disse que "também poderia ser uma mulher. Deve ser alguém com experiência em saúde financeira e com capacidade para conduzir culturas diferentes".

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