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23/11/2009 - 16h59

Países da UE darão resposta coordenada a plano da Opel

EFE
Bruxelas, 23 nov (EFE).- Os países da União Europeia (UE) deram um fim hoje às tentativas de negociar individualmente com a General Motors (GM) sobre o futuro das fábricas de sua filial europeia Opel e acordaram dar uma resposta coordenada na semana que vem ao plano de reestruturação da empresa.

Os responsáveis de Indústria dos países tomaram a decisão depois de se reunir esta tarde em Bruxelas, convidados pelo comissário do ramo, Günter Verheugen, que reiterou a necessidade de que as subvenções estejam baseadas em critérios "objetivos" e não condicionadas à manutenção do emprego em um ou outro país.

"Isto é essencial para evitar uma corrida de ajudas entre Estados-membros", disse a Comissão Europeia em comunicado enviado após o encontro informal, ao qual além de Verheugen, contou com a presença da comissária de Concorrência, Neelie Kroes; e o titular comunitário de Emprego, Vladimir Spidla.

"É muito importante que a GM saiba que a Europa reagirá de uma maneira coordenada e não individual. Espero que agora possamos trabalhar juntos para encontrar uma solução não só para Bélgica ou Alemanha, mas para as pessoas empregadas pela GM em toda a UE", comemorou o governante da região belga de Flandres, Kris Peeters.

"Também é necessário que trabalhemos juntos para ajudar a GM, mas que não nos cortemos a garganta entre os países-membros" da UE, afirmou o governante de Flandres, onde a GM possui uma fábrica da Opel em Antuérpia.

O secretário de Estado de Economia da Alemanha, Jochen Homann, também presente na reunião, disse que, neste sentido, "todos os Governos se comprometeram a não fazer ofertas econômicas antes que a GM publique o plano".

"Não participaremos de uma corrida de subsídios", disse o responsável alemão.

A direção da empresa deve apresentar no final desta semana seu projeto de reestruturação, que os responsáveis de Indústria e a Comissão Europeia acordaram em estudar conjuntamente no dia 4 de dezembro.

A companhia calcula em 3,5 bilhões de euros (US$ 5,25 bilhões) o investimento necessário para que as fábricas europeias alcancem rentabilidade em 2012, segundo confirmou hoje o presidente da GM na Europa, Nick Reilly, que também esteve presente no encontro em Bruxelas.

Reilly afirmou que parte do dinheiro sairá da matriz americana e outra boa parte deveria provir das ajudas estatais que forem pactuadas.

Mesmo assim, o executivo britânico quis esclarecer que seu projeto para as fábricas da Opel/Vauxhall "será baseado em critérios econômicos e não afetado pela decisão de nenhum Governo ou pela medida em que o plano for apoiado".

Reilly enfatizou, ainda, seu compromisso com o cumprimento das normativas da UE e com a transparência.

Segundo informações divulgadas nas últimas semanas, a GM pretende reduzir 20% da capacidade de produção europeia da Opel e cortar entre 9 mil e 10 mil empregos, dos 50 mil que tem no continente.

Os funcionários da empresa na Europa estão cercados de incertezas há semanas, depois que o Conselho de Administração da GM decidiu no início de mês cancelar a venda da filial europeia a um consórcio liderado pela Magna.

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