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24/11/2009 - 19h30

Gazprom aceita reduzir fornecimento de gás à Ucrânia em quase 50%

EFE
Moscou, 24 nov (EFE).- A corporação russa Gazprom anunciou hoje que chegou a um acordo com a ucraniana Naftogaz para reduzir em quase 50% o fornecimento de gás para o país em 2010, tentando evitar uma nova crise.

"O volume de fornecimento foi modificado de acordo com as necessidades reais da Ucrânia em tempos de crise", ressaltou Alexei Miller, presidente da Gazprom, citado pelas agências russas.

Com isso, a Gazprom venderá à Naftogaz 33,750 bilhões de metros cúbicos de gás no próximo ano - bem abaixo dos 52 bilhões estipulados no contrato assinado em janeiro de 2009.

Os primeiros-ministros de Rússia, Vladimir Putin, e Ucrânia, Yulia Timoshenko, chegaram a um princípio de acordo político sobre o tema na última quinta, em reunião na cidade ucraniana de Yalta.

Além disso, Miller anunciou que a Gazprom não estabelecerá multas pelo fato de os ucranianos terem comprado 13 bilhões de metros cúbicos de gás a menos que o estipulado para os primeiros dez meses deste ano.

Em Yalta, Putin mostrou compreensão diante da delicada situação econômica dos ucranianos. Já Timoshenko assegurou que seu país seguirá pagando "religiosamente" e garantiu o trânsito ininterrupto do gás para o restante da Europa.

Também foi anunciado que a Rússia aplicará à Ucrânia um "preço de mercado" pelo gás a partir de 2010, cancelando o atual desconto de 20% - o que será compensado com um aumento de 60% da tarifa de passagem do gás russo pelo território ucraniano.

Recentemente, Putin acusou Yushchenko de sabotar a cooperação energética entre ambos os países pela recusa a liberar os fundos necessários para pagar o gás russo e defender uma revisão dos contratos bilaterais.

O sistema de gasodutos ucraniano atende a 80% das exportações de gás natural russo com destino à Europa, mas a intenção da Rússia é criar uma nova rede para evitar esta dependência.

Rússia e União Europeia (UE) assinaram semana passada em Moscou um memorando sobre um mecanismo de alerta energético para evitar novas crises de fornecimento de gás, como a ocorrida em janeiro de 2009.

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