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03/01/2010 - 14h58

Fez diz que aumento do juro poderia prejudicar reativação econômica

EFE
Washington, 3 jan (EFE).- Um aumento das taxas de juros para impedir a inflação poderia afetar a reativação econômica, mas o Federal Reserve (Fed) deverá antecipar a redução do estímulo monetário, disse hoje o vice-presidente da instituição Donald Kohn.

Kohn e o presidente do Fed, Ben Bernanke, falaram hoje na reunião anual da Associação Econômica Americana em Atlanta.

O banco central americano, que diante dos primeiros indícios de recessão em dezembro de 2007 implementou inúmeras injeções de dinheiro nos mercados, manteve desde dezembro de 2008 a taxa básica de juros no país abaixo de 0,25%.

"Um ajuste da política monetária para dissipar as ameaças percebidas de um desajuste dos preços dos ativos poderia ser custoso em termos da estabilidade econômica e no médio prazo", disse Kohn.

Segundo o funcionário, é provável que a economia cresça neste ano a um ritmo menor que o considerado ideal pelo Fed e que a inflação se mantenha abaixo do nível que estima aceitável, isto é, 2%.

"Teremos que começar a retirada do estímulo monetário antes que a economia retorne aos níveis altos de utilização dos recursos", acrescentou.

O Comitê de Mercado Aberto da Reserva, que conduz a política monetária, "foi muito claro no sentido que sua expectativa sobre esta política depende das condições econômicas, incluídas a utilização de recursos, a inflação e a expectativa de inflação", sustentou Kohn.

"Não faltam ferramentas para o ajuste da política monetária e seremos capazes de diminuir nosso discurso quando e da maneira que for apropriada", acrescentou.

Bernanke insistiu na necessidade de incrementar a autoridade das agências que regulam a atividade bancária e financeira para evitar as sequências especulativas, ou "bolhas", que depois abrem passagem para crises econômicas profundas.

A "bolha do setor imobiliário" que explodiu em 2006 conduziu à recessão econômica mais profunda e prolongada nos Estados Unidos desde a Grande Depressão dos anos 1930, e causou a perda de mais de 7,2 milhões de postos de trabalho.

Os críticos do Fed afirmam que um ingrediente importante para inflar a "bolha" foi a política monetária, que manteve taxas de juros baixas favorecendo os empréstimos até mesmo para compradores de casas sem maior crédito e a alta desmesurada dos preços das casas.

Bernanke argumentou hoje que "são muito frágeis" os vínculos entre as taxas de juros baixas e o rápido aumento dos preços das imóveis.

"Deve ser feito um esforço para fortalecer nosso sistema regulador para não a repetição desta crise, e para amortecer os efeitos do caso de outra ocorrer", disse o funcionário.

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