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10/01/2010 - 18h00

Chávez pede a militares e população que impeçam aumento de preços

EFE
Caracas, 10 jan (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu hoje que militares e organizações populares trabalhem unidos para impedir que os comerciantes aumentem os preços, se aproveitando da desvalorização da moeda anunciada há dois dias.

"Alguns burgueses, oligarcas (...) estão dizendo que pelas medidas anunciadas na sexta-feira eles têm que aumentar todos os preços. De maneira nenhuma vamos aceitar!", disse Chávez em seu programa de rádio e televisão de domingo, "Alô Presidente".

"Não há nenhuma razão para que aumentem os preços de nada", insistiu o presidente.

Chávez anunciou que a desvalorização da moeda nacional, até agora em 2,15 bolívares por dólar, regerá a partir de amanhã com dois tipos oficiais de câmbio: um de 2,6 e outro de 4,3 bolívares, sempre dentro do controle estatal de divisas.

A cotação de 2,6 bolívares regerá as importações prioritárias, entre elas as do setor de alimentos, saúde, maquinarias e equipamentos, ciência e tecnologia e todas as importações do setor público, assim como remessas familiares ou recursos de consulados e embaixadas credenciados na Venezuela.

"Para todo o resto", ressaltou, se utilizará uma paridade de 4,3 bolívares por dólar, que chamou de "dólar petroleiro", e que permitirá especialmente cobrir as necessidades do setor automotivo, do comércio e das telecomunicações.

Para o presidente, "o Governo deve defender o povo e o povo deve se defender da mesma forma", e instruiu prefeitos, governadores e outro políticos a "tirar o negócio" dos que especularem.

Chávez lembrou que, pela mesma razão, recentemente o Estado assumiu o controle de bancos que estavam em poder de "saqueadores do povo".

"Vamos tirar seus negócios e vamos dá-los aos trabalhadores (...) Eu agradeço muito que vocês façam o que têm que fazer para me permitir recuperar seus negócios, como agradeço aos banqueiros ladrões", afirmou.

Segundo Chávez, "quando fizer falta" e o Governo fizer "um estudo bem consciente", se decidirá sobre eventuais aumentos em produtos e serviços submetidos a um adicional controle estatal de preços e tarifas.

Chávez repetiu várias vezes que "a organização e o poder popular", neste caso contra a especulação, permitirá transformar a Venezuela em "uma potência média", objetivo que também passa, de acordo com ele, por um combate adicional ao latifúndio e até ao tabagismo e ao alcoolismo.

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