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11/01/2010 - 15h35

2,2 Milhões de pessoas na A. Latina perderam o emprego em 2009

EFE

Lima, 11 jan (EFE).- Cerca de 2,2 milhões de pessoas perderam o emprego na América Latina em 2009 devido à crise financeira, o que define 18,1 milhões de pessoas desempregadas, segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado hoje em Lima.

"Estima-se que a média anual de 2009 (taxa de desempregados na América Latina e no Caribe) será de 8,4%, quase um ponto percentual acima dos 7,5% de 2008", destaca o documento "Panorama laboral 2009" da OIT.


O diretor regional da OIT para a América Latina e o Caribe, Jean Maninat, ressaltou no prólogo que "a chegada da crise pôs o fim a um ciclo positivo de cinco anos durante o qual o bom desempenho das economias latinoamericanas e caribenhas significou uma constante redução do desemprego urbano regional, que passou de 11,4% em 2002 para 7,5% em 2008".

A crise não foi tão profunda como se pensava no início porque a taxa de desemprego de 2009 "poderia ter sido maior", embora o número reflita que "inúmeras pessoas ficaram fora do mercado de trabalho, desanimadas pela falta de oportunidades, em sua maioria, jovens", acrescentou Maninat.

O relatório da OIT também indica que em 2010 a região crescerá em média 4,1% (segundo projeções da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe - Cepal) e, por isso, se acredita que o desemprego cederá paulatinamente neste ano e "poderá ficar em torno de 8,2% da população economicamente ativa".

A redução de 0,2% na taxa de desemprego de 2010, em relação a 2009 (de 8,4 a 8,2%), não é significativa dado que o número absoluto de desempregados se manterá por volta de 18 milhões de pessoas sem emprego na região, detalhou o documento.

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