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11/01/2010 - 11h48

Governo iraniano importa gasolina da Venezuela contra vontade do Parlamento

EFE
Teerã, 11 jan (EFE).- O Irã recebeu uma remessa de gasolina procedente da Venezuela e espera que uma segunda chegue nos próximos dias, anunciou hoje o diretor-executivo da Companhia Nacional Iraniana de Petróleo, Seifollah Jashnsaz.

A afirmação de Jashnsaz, citado pelo jornal pró-reformista "Etemaad", abre uma nova polêmica entre o Governo e o Parlamento, que divergem quanto ao preço que o país sul-americano pretende vender o combustível ao Irã.

Durante sua última visita a Teerã, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, se comprometeu a fornecer 20 mil barris de gasolina ao Irã para contribuir para evitar o impacto que possíveis sanções dos Estados Unidos neste setor pudessem ter na fragilizada economia iraniana.

No entanto, semanas depois, a comissão econômica da Câmara advertiu que o preço de US$ 800 milhões oferecido por Caracas era superior à oferta do mercado e advertiu que a operação devia ser analisada antes de realizada.

Além disso, a comissão anunciou que a qualidade do combustível sul-americano não era a esperada.

Mas, segundo Jashnsaz, que não deu mais detalhes, "a primeira remessa de gasolina já entrou no Irã e a segunda está a caminho".

A notícia aparentemente foi uma surpresa para a própria Assembleia, já que o presidente da Comissão de Energia do Parlamento iraniano, Hamid Reza Katouzian, assegurou desconhecer os supostos envios.

"Pelo que sabemos, o Irã não importou gasolina da Venezuela, mas estudaremos o assunto e anunciaremos o resultado", disse Katouzian, também citado pelo "Etemaad".

A publicação acrescenta a declaração de Emad Hussein, outro dos membros da referida comissão parlamentar, que insistiu que "o Irã não assinou (ainda) qualquer acordo oficial para a importação de gasolina da Venezuela".

Embora considerado um dos três países mais ricos do mundo em reserva de petróleo e gás, o Irã importa provavelmente quase 40% da gasolina que consome devido à precariedade da indústria de refinamento iraniana.

Há meses, o país acumula milhões de litros de reserva e busca impulsionar sua indústria de processamento diante da ameaça do Congresso americano de impor sanções às empresas que vendam gasolina ao Irã devido às suspeitas sobre o polêmico programa nuclear do país.

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