UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

11/01/2010 - 12h49

Juíza argentina analisa apelações em conflito por uso de reservas

EFE
Buenos Aires, 11 jan (EFE).- A juíza de Buenos Aires que obstruiu o uso de reservas monetárias da Argentina para pagar dívidas do país e restituiu ao cargo o presidente do Banco Central, Martín Redrado, recebeu hoje as apelações do Governo a ambas as medidas, informaram fontes judiciais.

Os porta-vozes disseram que a juíza María José Sarmiento deve decidir se modifica suas determinações ou submete-as à Câmara no Contencioso Administrativo, um tribunal de alçada.

As apelações do Governo de Cristina Kirchner foram apresentadas no sábado ao juiz Carlos Grecco, presidente do tribunal de segunda instância, com a desculpa de que não havia encontrado a juíza para lhe entregá-las.

Redrado enviou hoje uma mensagem à juíza Sarmiento na qual assegura que o presidente do tribunal cometeu uma "irregularidade" ao aceitar a apelação do Governo, disse à imprensa Ezequiel Cassagne, um dos advogados do presidente do Banco Central.

Ao sair de casa para o prédio do Banco Central, Redrado confirmou sua decisão de não usar reservas em moeda estrangeira para pagar dívidas, como decretou Kirchner, e evitou comentar informações que asseguram que fundos de investimento especulativo credores do país poderiam embargar contas da instituição emissora caso cumprida a vontade da presidente.

"É um tema de cuidado absoluto que afeta a Argentina e corresponde aos mais altos interesses do país sobre os quais não vou opinar. Qualquer opinião poderia afetar os interesses nacionais", comentou.

Por meio de um decreto presidencial que entrou em vigor na sexta-feira passada, Redrado foi destituído do cargo por descumprir a ordem de Kirchner, mas a juíza Sarmiento o restituiu ao cargo no mesmo dia.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host